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"A alegria do Evangelho": Papa Francico assina a sua primeira exortação apostólica e diz que quer «descentralização» na Igreja

“Evangelii gaudium” (“A alegria do Evangelho”) é o título da primeira exortação apostólica do papa Francisco, que recolhe a «riqueza» dos trabalhos do Sínodo dos Bispos sobre “A nova evangelização para a transmissão da fé cristã”, realizado no Vaticano em outubro de 2012.

«Consultei também várias pessoas e pretendo, além disso, exprimir as preocupações que me movem neste momento concreto da obra evangelizadora da Igreja», explica o papa.

Depois de referir que não pretende abordar todas as «inumeráveis» questões relacionadas com a evangelização, Francisco salienta que «não se deve esperar do magistério papal uma palavra definitiva ou completa sobre todas as questões que dizem respeito à Igreja e ao mundo».

«Não convém que o Papa substitua os episcopados locais no discernimento de todas as problemáticas que sobressaem nos seus territórios. Neste sentido, sinto a necessidade de proceder a uma salutar “descentralização”», aponta.

O documento, centrado no «anúncio do Evangelho no mundo actual», convida a «uma nova etapa evangelizadora» marcada pela «alegria», e propõe-se «indicar caminhos para o percurso da Igreja nos próximos anos».

«Enche-me de vida reler este texto: “O Senhor, teu Deus, está no meio de ti como poderoso salvador! Ele exulta de alegria por tua causa, pelo seu amor te renovará. Ele dança e grita de alegria por tua causa”, escreve Francisco nas primeiras páginas do documento, citando o livro do profeta Sofonias (3.17).

O papa aponta vários trechos do Novo Testamento onde é sublinhada a alegria e assinala que «há cristãos que parecem ter escolhido uma Quaresma sem Páscoa».

«Compreendo as pessoas que se vergam à tristeza por causa das graves dificuldades que têm de suportar, mas aos poucos é preciso permitir que a alegria da fé comece a despertar, como uma secreta mas firme confiança, mesmo no meio das piores angústias», vinca Francisco.

A introdução da exortação, intitulada “A alegria do Evangelho”, divide-se em três pontos: “Alegria que se renova e se comunica”, “A doce e reconfortante alegria de evangelizar” e “A nova evangelização para a transmissão da fé”.

“A transformação missionária da Igreja” é o tema do primeiro capítulo, que se decompõe nos seguintes temas: “Uma Igreja em saída”, “Pastoral em conversão”, “Do coração do Evangelho”, “A missão que se incarna nos limites humanos” e “Uma mãe de coração aberto”.

O segundo capítulo, “Na crise do compromisso comunitário”, começa por apontar «alguns desafios do mundo actual», passando depois às «tentações dos operadores pastorais», como o «pessimismo estéril», a «mundanidade espiritual» e à «guerra» dentro da Igreja.

“O anúncio do Evangelho” é o tema do capítulo terceiro, subdividido nos seguintes pontos: “Todo o Povo de Deus anuncia o Evangelho”, prossegue com “a homilia”, que deve oferecer «palavras que fazem arder o coração», e termina com “a preparação da pregação” e “uma evangelização para o aprofundamento do ‘kerygma’”, palavra grega que significa primeiro anúncio (da mensagem cristã).

A quarta parte da exortação é dedicada à “dimensão social da evangelização”, com o papa a refletir sobre «as repercussões comunitárias e sociais do ‘kerygma’”, «a inclusão social dos pobres», «o bem comum e a paz social», e «o diálogo social como contributo para a paz», secção onde se abordam as relações ecuménicas e inter-religiosas, bem como «a liberdade religiosa» e «o diálogo entre a fé, a razão e a ciência».

O quinto e último capítulo, “Evangelizadores com Espírito”, aponta «motivações para um renovado impulso missionário», a começar pelo «encontro pessoal com o amor de Jesus», e a terminar com «Maria, a Mãe da evangelização».

 

Nota: Tradução não oficial.

 

Rui Jorge Martins
© SNPC | 27.11.13

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Foto: REUTERS/Claudio Peri/Pool

 

 

 

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