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«A vida neste mundo é-nos dada também para preparar a outra vida»

O papa Francisco começou esta quarta-feira a antecipar o Advento, período de quatro semanas que a partir deste domingo evoca as vindas de Cristo à Terra, afirmando que «a vida neste mundo é-nos dada também para preparar a outra vida».

«A morte diz respeito a todos, interroga-nos de modo profundo, especialmente quando nos toca de perto ou quando atinge os mais pequenos, os indefesos de uma maneira que nos parece “escandalosa”, disse Francisco na audiência geral semanal, no Vaticano, antes de confessar a sua perplexidade pelo sofrimento e a perda da vida das crianças.

Se a vida é compreendida como o tempo que medeia entre o nascimento e a morte, então esta passa a ser entendida «como o fim de tudo», ameaça todos os «sonhos», rompe os relacionamentos e interrompe o «caminho».

A existência vivida «como se Deus não existisse» e privada de «um horizonte que vá além desta vida presente» é «típica do pensamento ateu, que perspetiva a história de cada ser humano como um «encontrar-se casualmente no mundo e um caminhar para o nada».

«Contra esta falsa solução rebela-se o coração do homem, o desejo de que todos nós temos de infinito, a nostalgia que todos nós temos do eterno», realçou.

Para Francisco, «a ressurreição de Jesus não dá apenas a certeza da vida para além da morte, mas ilumina também o próprio mistério da morte».

«Se vivemos unidos a Jesus, fiéis a Ele, seremos capazes de enfrentar com esperança e serenidade também a passagem da morte», afirmou, antes de tirar os olhos do discurso e dizer: «Isto é o mais belo que pode acontecer-nos: contemplar face a face aquele rosto maravilhoso do Senhor. Vê-lo como Ele é: belo, cheio de luz, cheio de amor, cheio de ternura».

É nesta perspectiva que se compreende o convite de Jesus à vigilância e a estar sempre em estado de prontidão, assinalou o papa, referindo-se a uma das notas da espiritualidade do Advento: a preparação para a última e derradeira vinda de Cristo.

«Eu preparo-me para a morte estando próximo de Jesus. E como é que se está próximo de Jesus? Com a oração, nos sacramentos e também na prática da caridade. Recordemos que Ele está presente nos mais frágeis e necessitados», apontou.

Dirigindo-se 50 mil pessoas presentes que na Praça de S. Pedro suportaram uma temperatura próxima dos 0 graus, o papa vincou uma ideia: «Quem pratica a misericórdia não teme a morte. Pensai bem nisto. Quem pratica a misericórdia não teme a morte. Estais de acordo? Digamo-lo juntos para não o esquecer: Quem pratica a misericórdia não teme a morte. Mais uma vez: Quem pratica a misericórdia não teme a morte».

«Se abrirmos a porta da nossa vida e do nosso coração aos irmãos mais pequenos, então também a nossa morte tornar-se-á uma porta que nos introduzirá no céu na pátria feliz», realçou Francisco.

 

Rui Jorge Martins
© SNPC | 27.11.13

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Praça de S. Pedro, 27.11.2013
Foto: REUTERS/Max Rossi

 

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