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«Ao amor, não se pode colocar limites» e «o mal é um desafio a amar cada vez mais», diz papa

«Vi muitos sofrimentos, muita pobreza desfigurar o rosto de tantos irmãos e irmãs. E todavia, para quem está com Jesus, o mal é um desafio a amar cada vez mais», declara hoje o papa na mensagem para o Dia Mundial das Missões, que a Igreja católica assinala a 21 de outubro.

No texto, que se dirige especialmente à juventude - o Dia Mundial das Missões realiza-se este ano durante o Sínodo dos Bispos, que no Vaticano debaterá o tema "Os jovens, a fé e o discernimento vocacional", Francisco oferece o seu testemunho de vida cristã.

«Digo-vos isto por experiência: graças à fé, encontrei o fundamento dos meus sonhos e a força para os realizar», acentua, salientando que «a propagação da fé por atração requer corações abertos, dilatados pelo amor», porque «ao amor, não se pode colocar limites».

Para Francisco, «a periferia mais desolada da humanidade carente de Cristo é a indiferença à fé ou mesmo o ódio contra a plenitude divina da vida», a par de «ambientes humanos, culturais e religiosos ainda alheios ao Evangelho de Jesus e à presença sacramental da Igreja».

Perante estas realidades, pode emergir um questionamento: «Na escola dos santos, que nos abrem para os vastos horizontes de Deus, convido-vos a perguntar a vós mesmos em cada circunstância: "Que faria Cristo no meu lugar?"».



«O facto de nos encontrarmos neste mundo sem ser por nossa decisão faz-nos intuir que há uma iniciativa que nos antecede e faz existir. Cada um de nós é chamado a refletir sobre esta realidade: "Eu sou uma missão nesta terra, e para isso estou neste mundo"»



E se falar em periferia suscita em alguns a evocação de viagem, deslocação, desinstalação, para muitos jovens «os últimos confins da Terra são muito relativos e sempre facilmente "navegáveis", dado que as redes sociais «diluem fronteiras, cancelam margens e distâncias, reduzem as diferenças».

«Tudo parece estar ao alcance da mão: tudo tão próximo e imediato... E todavia, sem o dom que inclua as nossas vidas, poderemos ter miríades de contactos, mas nunca estaremos imersos numa verdadeira comunhão de vida», escreve o papa, que frisa: «A partir da cruz de Jesus, aprendemos a lógica divina da oferta de nós mesmos».

Ao refletir sobre a própria existência, a sua origem, o seu propósito, o seu destino, é possível discernir uma rota num mapa saturado de caminhos: «O facto de nos encontrarmos neste mundo sem ser por nossa decisão faz-nos intuir que há uma iniciativa que nos antecede e faz existir. Cada um de nós é chamado a refletir sobre esta realidade: "Eu sou uma missão nesta terra, e para isso estou neste mundo"».

Francisco destaca também a importância do voluntariado missionário, «uma forma para servir os "mais pequenos", promovendo a dignidade humana e testemunhando a alegria de amar e ser cristão».



«Nunca penses que não tens nada para dar, ou que não precisas de ninguém. Muita gente precisa de ti. Pensa nisso! Cada um de vós pense nisto no seu coração: muita gente precisa de mim»



«Estas experiências eclesiais fazem com que a formação de cada um não seja apenas preparação para o seu bom êxito profissional, mas desenvolva e cuide um dom do Senhor para melhor servir aos outros. Estas louváveis formas de serviço missionário temporário são um começo fecundo e, no discernimento vocacional, podem ajudar-vos a decidir pelo dom total de vós mesmos como missionários», aponta.

O texto recorda que «ninguém é tão pobre que não possa dar o que tem e, ainda antes, o que é» e reitera a exortação que Francisco dirigiu aos jovens chilenos: «Nunca penses que não tens nada para dar, ou que não precisas de ninguém. Muita gente precisa de ti. Pensa nisso! Cada um de vós pense nisto no seu coração: muita gente precisa de mim». 

O papa manifesta a esperança de que o sínodo dos bispos dê à Igreja a «oportunidade de entender melhor» o que Deus «quer dizer» à juventude e, através dela, às comunidades cristãs, além de constituir um ensejo para que os jovens se tornem «discípulos missionários cada vez mais apaixonados por Jesus e pela sua missão até aos últimos confins da Terra». 


 

SNPC
Fonte: Sala de Imprensa da Santa Sé
Imagem: D.R.
Publicado em 19.05.2018

 

 
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