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Ata do Júri do Prémio Árvore da Vida - Padre Manuel Antunes 2018: Ruy de Carvalho

A 4 de abril de 2018 reuniu em Lisboa, na Universidade Católica Portuguesa, o júri do Prémio Árvore da Vida / Padre Manuel Antunes para ponderar e deliberar sobre a personalidade a distinguir no presente ano.

Compareceram os jurados Dom João Lavrador, Padre Américo Aguiar, Padre António Trigueiros, S. J., Maria Teresa Furtado, Guilherme d’Oliveira Martins e José Carlos Seabra Pereira.

Foram tidas em conta e debatidas sugestões de possíveis premiados, constantes de propostas recebidas pelo Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura.

Na sequência desse debate, o júri decidiu, por unanimidade, atribuir a edição de 2018 do Prémio Árvore da Vida / Padre Manuel Antunes a Ruy de Carvalho, ator e declamador com cimeira representatividade nos palcos e nos ecrãs há mais de sete décadas, e como tal distinguido com inúmeros galardões e com altas condecorações do Estado português.

Aluno brilhante do Conservatório Nacional, sempre juntou à paixão pela arte dramática – culminante, porventura, na direção artística do Teatro Experimental do Porto (TEP), na sua experiência como encenador (Terra Firme, de Miguel Torga) e na inesquecível interpretação do Rei Lear – e aos talentos naturais um sentido exemplar da seriedade profissional e das implicações culturais da sua presença no espaço público – daí decorrendo a empatia e a influência positiva exercida na sociedade, tal como o reconhecimento institucional ilustrado pela atribuição do Doutoramento Honoris Causa pela Universidade de Évora.

Desde os anos 60, Ruy de Carvalho destacou-se também como ator de cinema, com notáveis intervenções nos filmes Pássaros de Asas Cortadas (1963), Domingo à Tarde (1965), O Cerco (1969),  Cântico Final (1974), Non ou a Vã Glória de Mandar (1990), etc.

Há meio século que a mesma energia interpretativa e comunicativa de Ruy de Carvalho se manifesta no teatro radiofónico e nas telenovelas e séries televisivas, completando uma lição de fecunda longevidade ao serviço do enriquecimento lúdico-cultural de sucessivas gerações de cidadãos portugueses. 

A consciência dos poderes do teatro, do cinema e da televisão encontrou sempre em Ruy de Carvalho uma resposta indutora da elevação humana – numa carreira sintomaticamente iniciada em 1942 com O Jogo para o Natal de Cristo e sempre coerente com o humanismo cristão que inspira a sua visão da vida.  

Esta é a décima quarta atribuição do Prémio Árvore da Vida / Padre Manuel Antunes, instituído pelo Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura em parceria com o grupo Renascença Comunicação Multimédia, que nas edições anteriores galardoou o poeta Fernando Echevarría, o cientista Luís Archer S. J., o cineasta Manoel de Oliveira, a classicista Maria Helena da Rocha Pereira, o político e intelectual Adriano Moreira, o trabalho de diálogo entre Evangelho e Cultura levado a cabo pela Diocese de Beja, o compositor Eurico Carrapatoso, o arquiteto Nuno Teotónio Pereira, o pedagogo Roberto Carneiro, o jornalista Francisco Sarsfield Cabral, a artista plástica Lourdes Castro, o professor de Medicina e Bioética Walter Osswald e o ator e encenador Luís Miguel Cintra.



 

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