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Desporto «tem uma relação muito direta com a fé cristã»

«Tudo aquilo que o desporto nos faz acreditar tem uma relação muito direta com a fé cristã», afirmou o treinador de râguebi Tomaz Morais em declarações à imprensa durante a 14.ª Jornada Nacional da Pastoral da Cultura, que decorreu este sábado, em Fátima.

Na conferência de abertura do encontro organizado pelo Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, sobre o tema "Desporto - Virtudes e riscos", o docente universitário contou como a prática desportiva configurou a sua vida, particularmente na infância, marcada pelas dificuldades económicas da família - «a bola era a minha ligação ao mundo».

A intervenção, que pode ser vista praticamente na íntegra no vídeo abaixo publicado, centrou-se igualmente na necessidade de conferir mais importância ao desporto, desde logo na família e depois na escola e nas políticas públicas.

O que é ser líder, saber perder e amadurecer, e a relação entre o desporto, o cristianismo e a vida saudável foram também questões abordadas por Tomaz Morais na conferência e nas respostas às perguntas colocadas pelo público.

«Nós, enquanto cristãos, e a Igreja católica, podemos ajudar a passar os valores do desporto, podemos trazer o desporto mais ainda para dentro da Igreja, e o desporto pode ser um chamamento grande para que os jovens percebam muito bem qual o caminho a seguir», apontou.



«Poderíamos ter melhores resultados nas diversas áreas sociais se houvesse uma melhor aceitação e compreensão dos valores da prática desportiva. Nisso ainda somos um pouco pobres de espírito»



Para o antigo campeão nacional, a sensibilização para a prática desportiva deve começar desde criança, tal como aconteceu na sua família: «Falando de desporto não no sentido físico, mas do desporto em si - muitas vezes são mal confundidos -, que exige uma prática, formal ou informal, constante, com continuidade, se não entrar desde pequenino, dificilmente entra. Essa cultura passa-se logo desde a raiz».

«Não tornar o desporto importante leva muitas vezes os jovens a não terem a boa experiência da sua prática, a não recolherem os ensinamentos e os grandes valores que ele transmite, e portanto não conhecem a virtude do desporto; conhecem é o mau desporto enquanto pessoas que não o viveram por dentro», declarou aos jornalistas.

Tomaz Morais defendeu que o desporto faz «parte integrante do crescimento de qualquer pessoa» e é «uma escola de valores» - «a prática desportiva na sua essência, seja qual for a modalidade, obriga a que haja rigidez na implementação desses valores».

«Poderíamos ter melhores resultados nas diversas áreas sociais se houvesse uma melhor aceitação e compreensão dos valores da prática desportiva. Nisso ainda somos um pouco pobres de espírito. Passamos por uma forma muito leve e supérflua do desporto na escola. Começamos a ter Educação Física muito cedo e acabamo-la muito tarde, mas ela nunca se torna realmente importante no processo educativo», acrescentou.

O comentador apelou ao «reforço muito grande na formação de dirigentes desportivos», conjunto de pessoas em que existem «exemplos muito bons, mas também muito maus» na relação com os atletas, a competição, o treino e tomada de decisão.

O antigo selecionador nacional de râguebi sustentou a «obrigatoriedade da certificação do dirigente desportivo», que poderia «evitar» manifestações de incorreção e violência ética e psicológica», que afastam os jovens do desporto.







 

SNPC
Entrevista: Paula Dias/Renascença
Imagem: matimix/Bigstock.com
Publicado em 04.06.2018

 

 
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