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Espiritualidade e pastoral

A fronteira é linha do fim ou do começo? (1)

A grande arte não é construir um espaço nosso, um ponto fixo. A verdadeira arte é perceber que o olhar do orante aceita que a peregrinação é o sacramento do invisível. A escuta e a atenção são o início da viagem espiritual autêntica.

Num mundo marcado por um excesso de signos, vivemos numa pobreza simbólica porque perdemos a capacidade de ver.

O fundamental da vida não é o que adquirimos ou sabemos mas o ato de escuta. A vigilância não é o apego ao mapa mas o amor à viagem.

A função dos crentes é serem sentinelas da aurora, isto é, sinalizarem a emergência da luz no interior da História, iluminando a fronteira.

Primeira parte da intervenção do padre José Tolentino Mendonça na conferência “A fronteira é linha do fim ou do começo?”, realizada a 14 de maio de 2011 em Lisboa (Monjas Dominicanas do Lumiar).

 

 

 

© SNPC | 15.06.11

José Tolentino MendonçaJosé Tolentino Mendonça
Foto: RM/SNPC

 

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