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Espiritualidade e pastoral

A fronteira é linha do fim ou do começo? (3)

Colher Deus e a nós próprios na passagem:

«Antes o vôo da ave, que passa e não deixa rasto,
Que a passagem do animal, que fica lembrada no chão.
A ave passa e esquece, e assim deve ser.
O animal, onde já não está e por isso de nada serve,
Mostra que já esteve, o que não serve para nada.

A recordação é uma traição à Natureza,
Porque a Natureza de ontem não é Natureza.
O que foi não é nada, e lembrar é não ver.

Passa, ave, passa, e ensina-me a passar!»
(Alberto Caeiro, heterónimo de Fernando Pessoa)

Terceira e última parte da intervenção do padre José Tolentino Mendonça na conferência “A fronteira é linha do fim ou do começo?”, realizada a 14 de maio de 2011 em Lisboa (Monjas Dominicanas do Lumiar).

 

 

 

© SNPC | 15.06.11

FotoJosé Tolentino Mendonça
Foto: RM/SNPC

 

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