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D. João Lavrador

Igreja não tem de medir a sua influência na sociedade mas pôr-se ao seu serviço

A Igreja não tem de estar preocupada em saber se está a perder força na cultura, devendo antes colocar-se ao seu dispor, considera D. João Lavrador, responsável por coordenar a relação entre católicos e o meio cultural.

«A Igreja não tem de medir se tem mais ou menos influência na sociedade. Ela tem é de reconhecer que tem um serviço a prestar no domínio da cultura. E quando assim é, a medida é dar-se sem medida, ou seja, estar atenta, oferecer e estar presente à maneira de um pequeno grão de mostarda que cresce constantemente», afirmou ao Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura.

«Numa sociedade democrática, onde a cultura se desenvolve em muitas realidades sociais, a Igreja tem de se habituar a estar presente em relação e diálogo com os diversos intervenientes culturais, para que possa oferecer o que lhe é próprio, isto é, o evangelho, construtor do homem novo e que purifica a cultura de tudo o que é contrário à dignidade humana», frisou.

Os católicos devem também «fazer sobressair o que o Espírito está a realizar na sociedade», referiu o prelado, acrescentando que a Igreja tem «pessoas e estruturas presentes no mundo cultural», pelo que, no seu entender, «ela está satisfatoriamente nesse meio, embora possa melhorar sempre a sua presença».

Depois de indicar que o Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura (SNPC) vai continuar a ser dirigido pelo padre José Tolentino Mendonça e que o quadro de colaboradores se mantém, o responsável afirmou que a linha de ação para o futuro será de «continuidade ativa».

«A cultura é como um corpo vivo e portanto tem de ter sempre uma atenção muito privilegiada para vermos quais são os vetores que vão sobressaindo, de modo que possam ser iluminados pelo evangelho», afirmou o prelado que é um dos dois vogais da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais.

A jornada da Pastoral da Cultura, a reunião com os referentes, ambas de periodicidade anual, e a edição semestral do boletim “Observatório da Cultura”, «que tem sido um instrumento extraordinário», são para manter, indicou D. João Lavrador, um dos bispos auxiliares do Porto.

A Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, presidida por D. Pio Alves, também bispo auxiliar do Porto, é constituída por dois vogais: D. João Lavrador, que acompanhará a área da cultura, e D. Nuno Brás, um dos bispos auxiliares de Lisboa, que ficará encarregue dos media.

 

Rui Jorge Martins
© SNPC | 08.12.11

Foto
D. João Lavrador

 

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