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Instituto de Bioética da Universidade Católica publica livro de homenagem a Walter Osswald

O Instituto de Bioética da Universidade Católica assinala hoje, no Porto, as nove décadas do seu fundador e antigo diretor, Walter Osswald, com a celebração de uma missa e a distribuição do livro “Noventa anos, noventa textos”.

A obra é composta por trabalhos do médico, professor e investigador filho de pai alemão e mãe portuguesa, nascido a 20 de setembro de 1928, e que em 2016 foi distinguido pela Igreja católica em Portugal com o prémio Árvore da Vida – Padre Manuel Antunes.

«Sem impor coisa alguma, Walter Osswald ensina, estimula, convoca a servir e a exaltar a Dignidade Humana. Por isso merece a admiração e a gratidão de todos os seus discípulos e, mesmo dos que, não tendo sido seus discípulos directos, seus discípulos são», assinala a diretora do Instituto de Bioética.

Em artigo revelado hoje no jornal “Público”, Ana Sofia Carvalho observa que Walter Osswald, «homem de múltiplos talentos, que tão marcadamente tem influenciado o pensamento médico e bioético nacional e, sobretudo, os atuais cultores dessas áreas do saber e da sabedoria», recolhe-se «a uma discreta penumbra, num misto de timidez e de preservação da sua intimidade, no retiro que para ele representa o seu Mosteiro».



«Tenho tentado ter uma vida decente e boa, ou seja, uma vida vivida com satisfação, com auto-estima, que não é orgulho nem vaidade»



«É de notar também que, tendo reconstruído um Mosteiro cisterciense em ruína, em São Cristóvão de Lafões, Walter Osswald se tornou um especialista da história e da arquitectura dos Mosteiros Cistercienses, tendo publicado um valioso guia para o conjunto destes mosteiros em Portugal», refere o texto, redigido em parceria com Michel Renaud.

Em entrevista ao mesmo diário, Walter Osswald afirma que na Católica é «um colaborador livre, com muito gosto e muita honra», diz que se mantém a par das novidades dentro da Bioética e destaca que «a exigência de estudar coisas novas, de pensar em coisas que não tinha pensado, de arguir teses de doutoramento» constitui uma «terapêutica».

Para o professor catedrático aposentado, a morte, tema que lhe tem «ocupado o pensamento muitas vezes», tornou-se «obscena e, por isso, não se fala nela».

«A morte num hospital pode ser desumana. Não tem de ser, mas pode ser se ocorrer durante a noite, sem ninguém presente, num abandono total do ponto de vista afetivo. A morte que muitos preferirão será a morte assistida», ou seja, «com assistência médica e assistência afetiva», afirma na entrevista a Ana Cristina Pereira.

A concluir a conversa, diz: «Tenho tentado ter uma vida decente e boa, ou seja, uma vida vivida com satisfação, com auto-estima, que não é orgulho nem vaidade. Auto-estima é a gente olhar-se ao espelho de manhã e pensar: está aqui um tipo decente. Esforço-me. Nunca me considerei isento de problemas». 


 

Rui Jorge Martins
Fontes: Ana Sofia Carvalho, Michel Renaud/Público; Ana Cristina Pereira/Público
Imagem: D.R.
Publicado em 20.09.2018

 

 
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