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Cinema: José Tolentino Mendonça coordena júri do Prémio Árvore da Vida no IndieLisboa

O P. José Tolentino Mendonça vai coordenar o júri do prémio Árvore da Vida, atribuído pela Igreja católica, através do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, na 15.ª edição do IndieLisboa, festival internacional de cinema independente, que começa hoje.

O teólogo e poeta será acompanhado por Olívia Reis, professora de Português do ensino secundário, e por João Pedro Vala, crítico de cinema e doutorando em Teoria da Literatura.

O prémio Árvore da Vida, no valor de dois mil euros, será concedido a um dos filmes selecionados pela organização do IndieLisboa para a secção da Competição Nacional, que têm, maioritariamente, estreia mundial no festival.

Além de distinguir e apoiar financeiramente um(a) cineasta português, o galardão procura sensibilizar os agentes da evangelização e cultura para a linguagem da Sétima Arte, continuando a relação de décadas que a Igreja católica tem estabelecido com o cinema.

Os jurados atribuem o prémio a um filme que privilegie valores espirituais e humanistas, a par das qualidades cinematográficas da obra, podendo também conceder uma menção honrosa.



A par da Competição Nacional, o IndieLisboa propõe as secções Competição Internacional, Silvestre, Novíssimos, IndieJúnior, Herói Independente, Boca do Inferno e Sessões Especiais, num total de 245 filmes, dos quais 49 portugueses



A sessão inaugural do festival, agendada para esta quinta-feira, às 21h00, conta com a exibição do primeiro dos filmes a apreciar pelo júri: "A árvore", estreia de André Gil Mata na longa metragem de ficção, rodado integralmente na Bósnia em janeiro e fevereiro.

«Este é um filme onde o frio nos penetra em extraordinários planos-sequência, filmados em película de 16mm. Um homem e uma criança encontram-se debaixo de uma árvore à beira de um rio, compartilhando a mesma memória e um segredo. Encontram no outro a serenidade, o silêncio e o tempo que perderam na corrente», lê-se na sinopse.

"Bostofrio, où le ciel rejoint la terre" é o nome da segunda longa metragem a ver pelo júri. Dirigido por Paulo Carneiro, este documentário, revelador de «uma ruralidade ainda cheia de segredos e meias verdades» na aldeia de Bostofrio, concelho de Boticas, é «composto por uma série de entrevistas, tão íntimas quanto divertidas, nas quais é o próprio realizador que se implica na ação e questiona os habitantes (muitos deles, seus familiares) sobre quem era, e como era, o seu avô». 

Em "Our madness", João Viana propõe um documentário-ficção «tão onírico quanto mitológico», acompanhando uma mulher «na sua deriva espectral por Moçambique, à procura do seu marido e filho. Um estúdio de música, uma cama alada e musical, um cinema cujos espetadores são cabras» fazem parte de um filme «que constrói uma penetrante alegoria sobre a história africana onde a doença mental é símbolo da escravatura, da guerra civil ou de um regime-fantoche».

"Mariphasa", a segunda longa metragem de Sandro Aguilar, «corresponde à excelência do seu cinema intrigante com laivos de ficção-científica. Paulo (interpretado pelo fotógrafo António Júlio Duarte) é segurança nocturno de um complexo industrial abandonado. Vive com Luísa (Isabel Abreu) e com a perda da sua filha. Mas nas sombras cresce um mal-estar. O vizinho (Albano Jerónimo) corporiza uma instabilidade prestes a estalar».



O programa do IndieLisboa também inclui iniciativas complementares que, da conversa à música, promovem o diálogo com e sobre o cinema. De 7 a 9 de maio os filmes premiados estão em exibição em sessões no cinema Ideal



Um cinema «onde a ficção se mescla com a realidade» é o que apresenta Susana Nobre em "Tempo comum", quinta e última longa metragem a concorrer ao prémio Árvore da Vida: «Num apartamento em Lisboa, Marta dedica-se aos cuidados maternos da sua primeira filha acabada de nascer, ao mesmo tempo que convalesce do parto. A casa acolhe múltiplas visitas: amigos e familiares que vêm receber o novo rebento e pôr a conversa em dia». 

Os jurados verão também um conjunto de curtas metragens, a exibir em blocos, começando por "War of the worlds" (Manuel Brito), "Instruções para uma revolução" (Tiago Rosa-Rosso), "Sombra luminosa" (Francisco Queimadela, Mariana Caló) e "Russa" (João Salaviza, Ricardo Alves Jr.).

"Histórias de fantasmas" (Carlos Pereira), "Mapa-esquisito" (Jorge Vaz Gomes), "A barriga de Mariana" (Frederico Mesquita) e "Self destructive boys" (André Santos, Marco Leão) são os filmes da segunda série de pequenos filmes.

A exibição das curtas que concorrem na Competição Nacional prossegue com "Sleepwalk" (Filipe Melo), "The great attractor" (Rita Figueiredo), "Fortuna" (Miguel Tavares) e "Os mortos" (Gonçalo Robalo).

A última sessão do calendário do prémio Árvore da Vida é composta por "Via" (Maria Ferreira), "Anjo" (Miguel Nunes), "Num país estrangeiro" (Karen Akerman, Miguel Seabra Lopes) e "Amor, Avenidas Novas" (Duarte Coimbra).

Na edição de 2017 os jurados distinguiram os documentários "Antão, o invisível", realizado por Maya Kosa e Sérgio da Costa, e "Num globo de neve", de André Gil Mata.

A par da Competição Nacional, o IndieLisboa propõe as secções Competição Internacional, Silvestre, Novíssimos, IndieJúnior, Herói Independente, Boca do Inferno e Sessões Especiais, num total de 245 filmes, dos quais 49 portugueses, distribuídos por 82 longas e 164 curtas metragens. O programa também inclui iniciativas complementares que, da conversa à música, promovem o diálogo com e sobre o cinema.

A cerimónia de encerramento e de entrega dos prémios decorre a 5 de maio, às 23h00, na Culturgest, e o festival termina no dia seguinte. De 7 a 9 de maio os filmes premiados estão em exibição em sessões marcadas para as 18h00 e 22h00 no cinema Ideal.


 

SNPC
Imagem: O cinema São Jorge recebe parte da programação do IndieLisboa | D.R.
Publicado em 05.05.2018

 

 

 
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