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O Céu é um encontro

O Céu não é «abstrato ou longínquo», mas é o «encontro de pessoa a pessoa» com Jesus, que aguarda cada ser humano e reza por ele, sublinhou hoje o papa na missa a que presidiu, no Vaticano.

Ao referir-se à pregação do apóstolo Paulo na sinagoga de Antioquia da Pisídia, recordada na primeira leitura bíblica proclamada nas Eucaristias desta sexta-feira (Atos dos Apóstolos 13, 26-33), Francisco centrou-se no compromisso que Deus assumiu com o povo judeu, concretizado na ressurreição de Jesus.

Rumo à terra prometida, o povo judeu «começou a caminhar com essa promessa no coração», porque «sabia que Deus é fiel», apesar das infidelidades individuais e coletivas, assinalou.

«Também nós estamos a caminho» em direção ao Céu, ainda que não se saiba «bem dizer "o que é o Céu"», prosseguiu Francisco. Muitas vezes pensa-se num «céu abstrato, um céu longínquo», um céu de que diz que lá «está-se bem».

Entre as incertezas em definir o que é o Céu, há uma convicção que se pode afirmar: «Caminhamos para um encontro: o encontro definitivo com Jesus», preparado «com os encontros que se fazem no caminho da vida» com Ele.

Dado que Jesus, «Deus e homem», «em corpo e alma», espera cada pessoa, Francisco sugeriu um pensamento «muito simples»: «Eu estou a caminhar na vida para encontrar Jesus».

Esta espera de Jesus não é passiva, como se proclama no Evangelho de hoje (João 14, 1-6): «Não se perturbe o vosso coração. Credes em Deus; crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fosse, como teria dito Eu que vos vou preparar um lugar? E quando Eu tiver ido e vos tiver preparado lugar, virei novamente e hei-de levar-vos para junto de mim».

«Jesus prepara-nos um lugar, Jesus trabalha, neste momento, por nós», apontou Francisco. Essa ação é «a oração de intercessão»: «Jesus reza por mim, por cada um de nós», declarou o papa.

Por isso cada pessoa deve dizer: «Jesus está a rezar por mim, está a trabalhar, está a preparar-nos aquele lugar». E «Ele é fiel: fá-lo porque prometeu», e essa fidelidade, já demonstrada na vida do povo judeu e na vida de cada crente, «dá confiança» e «faz crescer a confiança».

A concluir, Francisco expressou o desejo de que Deus dê a cada pessoa a «consciência de estar a caminho» com a sua promessa «nas mãos mas também no coração», e «com a consciência de ser eleito», porque Deus elegeu todos e cada um». Ao cristão cabe «renovar o pacto de fidelidade, ser mais fiel porque Ele é fiel».



 

SNPC
Fonte: L'Osservatore Romano
Imagem: goinyk/Bigstock.com
Publicado em 27.04.2018

 

 
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