Abril 2010 [n.º 13]
Guardini e Couturier: origens do diálogo da fé com arquitectura e artes no século XX
A reflexão e obra destes homens de Igreja continuam actuais, ajudando-nos a acompanhar os desenvolvimentos da renovação litúrgica decorrentes do Concílio e a estimular o diálogo com as artes, ainda incipiente no nosso país.
O Silêncio
Na verdade, é preciso querer para se ter um bom silêncio, é preciso querê-lo e dar-lhe valor. Nesse caso, consegue-se sempre. E se uma vez ele é saboreado, fica-se sem se perceber como se podia viver sem ele. É preciso que o silêncio não seja apenas uma coisa exterior, como no caso em que ninguém fala nem se mexe. O silêncio verdadeiro implica que os pensamentos, os sentimentos e o coração estejam igualmente em repouso.
MRAR - Movimento de Renovação da Arte Religiosa
Fundado em 1952, o Movimento corresponde à concretização da vontade de um grupo de artistas católicos empenhados em elevar a arquitectura religiosa e a arte sacra em Portugal a uma maior dignidade e qualidade plástica, numa oposição formal à manutenção dos modelos arquitectónicos de cariz tradicionalista nas novas construções religiosas dos centros urbanos de Lisboa e Porto.
Propósitos da formação do Movimento de Renovação da Arte Religiosa
Impõe-se uma acção de esclarecimento e uma revisão de conceitos, para que a arquitectura possa mostrar ao mundo de hoje a verdadeira face da Igreja de Cristo.
A renovação (de novo) presente
O diálogo entre a Igreja e a arte e arquitectura contemporânea está de novo em marcha, de uma forma não globalizada, mas já incontornável. Portugal tem esboçado alguns eventos dispersos, mas ainda está do lado de fora. Até quando?
Diálogo entre arte contemporânea e sagrado abre com obra de Rui Moreira
Convidaremos criadores (de várias áreas artísticas) para uma intervenção no espaço da Capela, de modo a fazer coincidir (não só temporalmente, claro) cada contributo com uma etapa do ciclo litúrgico, procurando acompanhar cada obra de uma reflexão/debate. No final do ano propomo-nos editar um livro que englobe o caminho feito com os diversos projectos.
Igreja de Santo António, Portalegre
“Quando o edifício começou a ser construído, todo em betão, muito fechado, as pessoas acharam-no um horror porque parecia um «bunker». Diziam: «Eu não vou enterrar-me vivo naquela igreja».” Foi preciso esperar até à inauguração para que aceitassem a obra como sua. “Nesse dia fiz uma visita ao espaço, havia uma afluência enorme de pessoas e estavam muito entusiasmadas. Comentavam: «A igreja é muito melhor por dentro do que por fora, ninguém imaginava.» Os habitantes fizeram duas festas e apropriaram-se rapidamente daquele local de culto.”
Made in Germany: Arquitectura + Religião: À procura de novas perspectivas
Esta viagem de estudo e aprendizagem ficou marcada pela partilha, debate e vivência de participantes de Portugal e Alemanha, bem como foi significativamente enriquecida pela presença e orientação guiada de alguns dos autores das obras visitadas, como os arquitectos João Luís Carrilho da Graça e José Fernando Gonçalves.
Gabinete de Arquitectura e Património da Arquidiocese de Évora
O GAPAE foi criado em 2009, pelo Arcebispo de Évora, para intervir no património edificado e nos procedimentos resultantes do exercício da arquitectura no domínio da missão apostólica da Igreja, em diálogo com a Direcção Regional da Cultura, Câmaras Municipais e estabelecimentos de ensino.
Da escassez como oportunidade
Tempo de crise é também tempo de (re) situação diante da 'escassez', entendida não como fatalidade, mas como oportunidade de revisão da relação entre recursos e expectativas, necessidades e possibilidades. Habitar implica construir, usando e transformando recursos. Construímos porque habitamos. A equação inversa será sempre expressão de projecto sem sentido.
Dez pequenas igrejas para hoje
A igreja “hospitaleira” introduz-nos à clareza espiritual (pela harmonia das proporções, pela justeza humana das suas dimensões); favorece a luz e a paz de alma, o calor da comunhão; é sensível às necessidades do corpo; permite experimentar a resistência da matéria, assim como a sua beleza, a sua doçura; abre-se, enfim, a inumeráveis possibilidades de diálogo com a natureza, as árvores, o sol, a chuva, a montanha o mar…
Jornada da Pastoral da Cultura reflecte sobre a Igualdade
O tema insere-se no ciclo “Repensar Portugal”, iniciativa que começou no encontro realizado em 2009, dedicado à Liberdade, e que terminará em 2011 com a reflexão sobre a Fraternidade, no contexto da comemoração do primeiro centenário da Implantação da República.
Leia o Observatório da Cultura n.º 13 em «pdf»









