Pedras angulares
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Dezassete séculos de vida monástica (7): Cisma e apogeu da espiritualidade ortodoxa
O século XI marca o apogeu da vida monástica no Império Bizantino (do nome da sua capital, Bizâncio, a antiga Constantinopla, atualmente Istambul, na Turquia). O ano de 1054 assinala habitualmente a data da separação oficial entre as Igrejas do Ocidente (católica de língua latina) e do Oriente (ortodoxa de língua grega). Mas a unidade havia sido rompida antes.

Dezassete séculos de vida monástica (6): A gigantesca abadia de Cluny
A aproximação do ano 1000 acende os medos na população medieval: medo do fim do mundo, medo dos muçulmanos que ocupavam a Península Ibérica, medo da epidemias, medo das invasões dos normandos... Os mosteiros, que à época são o centro da Igreja, atravessam também uma crise: tendo caído sob o domínio dos bispos ou dos senhores feudais, muitos perderam a sua autonomia e influência. É então que operam diversas reformas que têm como objectivo restaurar o espírito beneditino das origens.

Cultura, universidade, razão e verdade em Bento XVI
O que poderia acontecer se, na ansiedade por manter uma secularização radical, acabasse por se separar das raízes que lhe dão vida? As nossas sociedades não se tornarão mais razoáveis ou tolerantes ou maleáveis, mas ao contrário, serão mais frágeis e menos inclusivas, e terão cada vez mais dificuldade em reconhecer o que é verdadeiro, nobre e bom.

Dezassete séculos de vida monástica (5): Gregório, um monge, é eleito Papa
Um monge que foi eleito Papa, conhecido pelo nome de Gregório Magno (c. 540-604), escreve cerca do ano 594 uma Vida de S. Bento, cuja humildade lhe serve de exemplo. A obra contribuiu muitíssimo para a difusão da espiritualidade beneditina, que tem por originalidade associação a separação do mundo e acção caritativa.

Procura de Deus e disponibilidade para o escutar são os fundamentos da cultura
A nossa situação actual, sob muitos aspectos, é distinta daquela que Paulo encontrou em Atenas, mas, mesmo assim, em muitas coisas é bastante análoga. As nossas cidades já não estão cheias de altares e imagens de muitas divindades. Para muitos, Deus tornou-se verdadeiramente o grande Desconhecido.

Dezassete séculos de vida monástica (4): Bento de Núrsia
A sua Regra compreende 73 capítulos que indicam aos monges, com precisão, e num tom benevolente, a melhor maneira para rezar, viver em conjunto e conformar-se ao Evangelho. O texto prescreve um programa diário de sete momentos de oração comum (a Liturgia das Horas) e um ofício de salmos e leituras a meio da noite (as Matinas ou Vigílias).

Dezassete séculos de vida monástica (3): Martinho de Tours
No século IV, a espiritualidade monástica, nascida no Oriente, atravessa o Mar Mediterrâneo e difunde-se no Ocidente graças a uma excepcional linhagem de pregadores. Martinho (316/317-397), um antigo oficial do exército romano nascido na actual Hungria, estabelece no ano de 361 em Ligugé, França, o primeiro mosteiro cuja criação é datável na Europa.

Dezassete séculos de vida monástica (2): Pacómio cria a primeira comunidade
Uma das preocupações de S. Pacómio era regular as extravagâncias cometidas pelos eremitas, que se infligiam severas penitências corporais ou viviam empoleirados durante anos no cimo de uma coluna.

Dezassete séculos de vida monástica (1): António retira-se para o deserto
Em 269, um jovem egípcio toma à letra o conselho que Jesus dá um homem rico no Evangelho: “Se queres ser perfeito, vende tudo o que tens... Depois vem e segue-me” (Mateus 19, 21-22). António distribui todos os seus bens aos pobres e vai viver como eremita no deserto da Tebaida, na margem oriental do Nilo.
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Sermão de Quarta-feira de Cinzas, do P. António Vieira - Conclusão
Pode haver loucura mais rematada, pode haver cegueira mais cega que empregar-me todo na vida que há de acabar, e não tratar da vida que há de durar para sempre? Cansar-me, afligir-me, matar-me pelo que forçosamente hei de deixar, e do que hei de lograr ou perder para sempre, não fazer nenhum caso! Tantas diligências para esta vida, nenhuma diligência para a outra vida? Tanto medo, tanto receio da morte temporal, e da eterna nenhum temor? Mortos, mortos, desenganai estes vivos.

Sermão de Quarta-feira de Cinzas, do P. António Vieira, lido por Luís Miguel Cintra (7)
Quando considero na vida que se usa, acho que não vivemos como mortais, nem vivemos como imortais. Não vivemos como mortais, porque tratamos das coisas desta vida como se esta vida fora eterna. Não vivemos como imortais, porque nos esquecemos tanto da vida eterna, como se não houvera tal vida.
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O Grito do Gamo ou A Couraça de São Patrício
Para fugir aos perigos, iludir as perseguições e defender-se das ameaças a que continuamente estava sujeito, o evangelizador da Irlanda recitava um hino que ficou conhecido na história e na literatura como «O Grito do Gamo» ou «A Couraça de São Patrício», cuja autoria lhe está atribuída.

Sermão de Quarta-feira de Cinzas, do P. António Vieira, lido por Luís Miguel Cintra (6)
Ninguém morre para estar sempre morto; par isso a morte nas Escrituras se chama sana. Os vivos caem em terra com o sono da morte: os mortos jazem na sepultura dormindo, sem movimento nem sentido, aquele profundo e dilatado letargo; mas quando o pregão da trombeta final os chamar o juízo, todos hão de acordar e levantar-se outra vez. Então dirá cada um com Davi: Ego dormivi, et soporatus sum, et esxurrexi. Lembre-se pois o pó caído que há de ser pó levantado. Assim como eu sendo homem, porque fui pó, e hei de tornar a ser pó, sou pó, assim tu, sendo pó, porque foste homem, e hás de tornar a ser homem, és homem.
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Sermão de Quarta-feira de Cinzas, do P. António Vieira, lido por Luís Miguel Cintra (5)
Abri aquelas sepulturas, diz Agostinho, e vede qual é ali o senhor e qual o servo; qual é ali o pobre e qual o rico? Discerne, si potes: distingui-me ali, se podeis, o valente do fraco, o formoso do feio, o rei coroado de ouro do escravo de Argel carregado de ferros? Distingui-los? Conhecei-los? Não por certo. O grande e o pequeno, o rico e o pobre, o sábio e o ignorante, o senhor e o escravo, o príncipe e o cavador, o alemão e o etíope, todos ali são da mesma cor.
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Sermão de Quarta-feira de Cinzas, do P. António Vieira, lido por Luís Miguel Cintra (4)
Ah! pó, se aquietaras e pararas aí! Mas pó assoprada, e com vento, como havia de aquietar? Ei-la abaixa, ei-lo acima, e tanto acima, e tanto abaixo, dando uma tão grande volta, e tantas voltas. Já senhor do universo, já escravo de si mesma; já só, já acompanhado; já nu, já vestido; já coberta de folhas; já de peles; já tentada, já vencido; já homiziada, já desterrada; já pecador, já penitente, e para maior penitência, pai, chorando os filhos, lavrando a terra, recolhendo espinhos por frutos, suando, trabalhando, lidando, fatigando, com tantos vaivéns do gosto e da fortuna, sempre em uma roda viva.
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Sermão de Quarta-feira de Cinzas, do P. António Vieira, lido por Luís Miguel Cintra (3)
Notai. Esta nossa chamada vida não é mais que um círculo que fazemos de pó a pó: do pó que fomos ao pó que havemos de ser. Uns fazem o círculo maior, outros menor, outros mais pequeno, outros mínimo. Mas, ou o caminho seja largo, ou breve, ou brevíssimo, como é círculo de pó a pó, sempre e em qualquer parte da vida somos pó. Quem vai circularmente de um ponto para o mesmo ponto, quanto mais se aparta dele tanto mais se chega para ele; e quem quanto mais se aparta mais se chega, não se aparta.
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Sermão de Quarta-feira de Cinzas, do P. António Vieira, lido por Luís Miguel Cintra (2)
Apareceu Deus ao mesmo Moisés nos desertos de Midiã; manda-o que leve a nova da liberdade ao povo cativo, e perguntando Moisés quem havia de dizer que o mandava, para que lhe dessem crédito, respondeu Deus e definiu-se: Ego sum qui sum: Eu sou o que sou. E que nome, ou que distinção é esta? Também Moisés é o que é, também Faraó é o que é, também o povo, com que há de falar, é o que é. Pois se este nome e esta definição toca a todos e a tudo, como a toma Deus só por sua?
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Sermão de Quarta-feira de Cinzas, do P. António Vieira, lido por Luís Miguel Cintra (1)
Duas coisas prega hoje a Igreja a todos os mortais, ambas grandes, ambas tristes, ambas temerosas, ambas certas. Mas uma de tal maneira certa e evidente, que não é necessário entendimento para crer; outra de tal maneira certa e dificultosa, que nenhum entendimento basta para a alcançar. Uma é presente, outra futura, mas a futura vêem-na os olhos, a presente não a alcança o entendimento. E que duas coisas enigmáticas são estas? Pulvis es, tu in pulverem reverteris: Sois pó, e em pó vos haveis de converter. Sois pó, é a presente; em pó vos haveis de converter, é a futura.
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Se queres ver a Deus, abre os olhos da alma
Os que vêem com os olhos do corpo, observam o que se passa nesta vida terrena, e distinguem as diferenças entre a luz e as trevas, o branco e o preto, o feio e o belo, o disforme e o formoso, o proporcionado e o desmesurado, o que tem partes a mais e o que é incompleto - e o mesmo podíamos dizer no que se refere ao sentido do ouvido - os sons agudos, graves, agradáveis. Assim acontece com os ouvidos do coração e os olhos da alma, no que diz respeito à visão de Deus.

Manifestemos uns para com os outros a bondade de Deus
Depois de tantos benefícios recebidos e de tantos outros que esperamos ainda, não teremos vergonha de Lhe negar a única retribuição que pede, o amor para com Ele e para com o próximo?

Paulo só se alegrava no amor de Cristo
Avançava ao encontro da humilhação e das ofensas que tinha de suportar por causa da pregação, com mais entusiasmo do que o que pomos nós em alcançar o prazer das honras; punha mais empenho na morte do que nós na visa; ansiava mais pela pobreza do que nós pelas riquezas; e desejava sempre mais o trabalho sem descanso do que nós o descanso depois do trabalho.

Santo Estêvão: o primeiro mártir cristão
No sangue derramado do primeiro mártir cristão, a Liturgia celebra o paradoxo cristão do Filho de Deus que nasce e morre para dar a vida ao mundo. Os cristãos são assim conduzidos a contemplar no bebé deitado numa manjedoura a pedra angular e, ao mesmo tempo, a pedra de tropeço de que fala a Escritura. Desta maneira, recordam que todo aquele que quiser amar a Cristo, seguindo-o, oferece livremente o dom de si até à morte.
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Moradas de Santa Teresa de Jesus (4)
Mereçamos nós todos amar-Vos, Senhor, já que se há-de viver, viva-se para Vós.

Moradas de Santa Teresa de Jesus (3)
Torno a dizer que está tudo ou grande parte em perder o cuidado de nós mesmas e das nossas comodidades.

Moradas de Santa Teresa de Jesus (2)
Ó morte, morte! não sei quem te possa temer pois em ti está a Vida.

Moradas de Santa Teresa de Jesus (1)
Buscava remédio, fazia diligências; mas não devia compreender que tudo aproveita pouco se, perdida totalmente a confiança em nós mesmos, não a pomos em Deus.

S. João Maria Vianney, por D. Manuel Clemente (último)
O que é que a vida do Santo Cura de Ars pode trazer à vida de um padre do século XXI? A dedicação à Palavra de Deus, a vida sacramental, na Missa, no sacramento da Reconciliação e na Unção dos Doentes e na acção sócio-caritativa.
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S. João Maria Vianney, por D. Manuel Clemente (7)
Também no século XXI, em terras de antiga tradição cristã, os católicos têm por vezes vergonha de se manifestar como tais. Têm acanhamento em dizerem publicamente a sua crença. Mesmo numa sociedade livre, plural e democrática como a nossa, há uma certa inferiorização dos crentes.
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Hinos do deserto e da prisão: O homem ligado a Cristo (V)
Finalmente, diminuindo, desaparecendo, / tornei-me o Homem ligado a ti, ó Cristo, / na vida e na morte.

Hinos do deserto e da prisão: O homem do testemunho (IV)
Possuído, então, Senhor Jesus, por um inefável entusiasmo / nunca imaginado pelos homens - / o Espírito pelos seres humanos -, / o Espírito transforma-me no Homem do testemunho. / Nisto me reconheço.

S. João Maria Vianney, por D. Manuel Clemente (6)
O pároco de Ars preocupou-se na concretização sócio-caritativa da religião. A sua vida, e de outros, mostra que o jogo da caridade está ganho, desde que seja total.
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Hinos do deserto e da prisão: Profeta e mais que profeta (III)
Sou homem do deserto!

Hinos do deserto e da prisão: Prelúdios do Precursor (II)
Ainda antes de me formar no ventre estéril de minha mãe.

S. João Maria Vianney, por D. Manuel Clemente (5)
A organização dominical da vida será sempre uma das insistências de S. João Maria Vianney. Não se tratava apenas de promover a santificação da comunidade, mas também de responder ao ideário da Revolução Francesa, que pretendeu substituir a divisão semanal, com início no Domingo, por períodos de dez dias, visado o esvaziamento do dia mais importante para os cristãos.
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Hinos do deserto e da prisão: Cântico de João Baptista (I)
Nestes dias do fim, desde o fundo da minha prisão.

S. João Maria Vianney, por D. Manuel Clemente (4)
A maioria da população de Ars não tinha nenhum entusiasmo por Deus. As palavras «virtude» e «piedade» tinham perdido o seu valor. Os campos, os rebanhos, a taberna, os bailes tinham a primazia. Iam à missa ao Domingo quando tinham tempo.
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S. João Maria Vianney, por D. Manuel Clemente (3)
Todo o padre é fruto do seu tempo sociológico e eclesiológico. O percurso de João Maria Vianney reflecte, em parte, a Revolução Francesa, cujas consequências também chegariam a Portugal.
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S. João Maria Vianney, por D. Manuel Clemente (2)
Tinha cerca de 18 anos quando começou a sua formação para o sacerdócio. Mas a diferença de idade para com os seus colegas – seis, sete anos mais novos – e a falta de formação académica, designadamente ao nível do Latim, tornaram o seu percurso muito penoso.
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S. João Maria Vianney, por D. Manuel Clemente
O Ano Sacerdotal diz respeito aos padres, mas sublinha também uma dimensão da existência própria de todos os cristãos. O sacerdócio de Cristo, em que todos os cristãos participam, é o da oferta de si próprio.
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S. João Maria Vianney
Dizia-se do cura d'Ars que ele só vivia na Igreja e só para a Igreja trabalhava, como palha que se consome no fogo. Excertos da encíclica «Sacerdotii Nostri Primordia», de João XXIII, no centenário da morte do cura de Ars (1959).

S. Josemaría Escrivá
Quando está a fazer um retiro espiritual, de repente vê (é a palavra que sempre utilizará para descrever a experiência fundacional) a missão que Nosso Senhor lhe quer confiar: abrir na Igreja um novo caminho vocacional, orientado a difundir a procura da santidade e a realização do apostolado mediante a santificação do trabalho quotidiano no meio do mundo. Em 1933, promove a abertura de uma Academia universitária, porque percebe que o mundo da ciência e da cultura é um ponto nevrálgico para a evangelização de toda a sociedade.

Orar pelos padres
Obedeceis ao vosso interesse se pedirdes a Deus pelos padres: quanto mais santos são, maiores são também as graças que para vós obtém.
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Quatro das sete «Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo» são expressões directas do cristianismo
A Basílica do Bom Jesus de Goa (Índia), a Igreja de São Paulo (Macau), a Igreja de São Francisco de Assis da Penitência (Ouro Preto, Brasil) e o Convento de São Francisco e Ordem Terceira (Salvador da Baía, Brasil) estão entre as «7 Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo». Veja as reportagens sobre estes monumentos.
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A vida de Santo António, de Lisboa a Pádua
Entrevista com o reitor da Igreja de Santo António, Lisboa.
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O Espírito Santo no fortalecimento do «homem interior»
No caminho de um amadurecimento interior assim, que inclui a descoberta plena do sentido da humanidade, Deus torna-se íntimo ao homem e penetra, cada vez mais profundamente, em todo o mundo humano. Deus uno e trino, ao comunicar-se no Espírito Santo como dom ao homem, transforma o mundo humano, a partir de dentro, a partir do interior dos corações e das consciências. Neste caminho, o mundo torna-se cada vez mais humano, cada vez mais profundamente humano".

Luís Miguel Cintra lê a Carta de São Paulo a Filémon
Dou graças ao meu Deus, lembrando-me sempre de ti nas minhas orações, por ouvir falar do teu amor e da tua fé.
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Começa por ti próprio e abandona-te!
As pessoas dizem: «Ah, Senhor, sim, também eu gostaria de me deter assim perante Deus e de ter igualmente tanta devoção e paz com Deus como o fazem outras pessoas; gostaria que acontecesse assim comigo ou que eu fosse igualmente tão pobre», ou: «Nunca nada está certo comigo, seja porque eu não estou ali ou acolá, seja porque faço as coisas assim ou de outro modo, ou tenho de viver no estrangeiro, ou numa cela, ou num convento.» Na verdade, encontra-se nisso manifestamente envolvido o teu eu e em rigor nada mais.

Porquê um Deus homem? Um resumo da obra «Cur Deus Homo», de Santo Anselmo
O problema genérico da obra consiste no facto de muitos, fiéis e infiéis, por motivos diversos, bem se vê, não compreenderem o motivo que levou o Todo-Poderoso à incarnação e à Páscoa, quando, segundo eles, o mesmo objetivo poderia ser conseguido por outro ser ou de outra forma.

Santo Anselmo, exemplo da síntese entre fé e razão
Na carta que Bento XVI enviou ao Cardeal Giacomo Biffi, Arcebispo emérito de Bolonha (Itália) e Enviado Especial do Papa às celebrações do nono centenário da morte de Santo Anselmo, o Santo Padre destaca a importância deste Doutor da Igreja como exemplo da síntese entre a fé e a razão.

Deus é pai de misericórdia
Agora pergunto se durante todo este tempo tive ou não suficiente consciência de que Deus andou a procurar encontrar-me, conhecer-me e amar-me. A questão não é: «Como hei-de encontrar Deus?», mas: «Como hei-de deixar que Deus me encontre?».

Prece pela compreensão das Escrituras
Há muito que desejo ardentemente meditar na tua Lei, e nela confessar-te a minha ciência e a minha ignorância, os primeiros vislumbres da tua iluminação e os vestígios das minhas trevas, até que a fraqueza seja devorada pela fortaleza.

Vendo-a, o Senhor compadeceu-se dela
Esta viúva é a imagem mesma da Santa Igreja que com as suas lágrimas consegue chamar à vida, no meio do cortejo fúnebre e do aparato do túmulo, o novo povo deste mundo, que, porque será ressuscitado, não mais poderá chorar.

A sobrenaturalidade do desapego e do despojamento
E incessantemente lançam os homens os olhos e os ouvidos para receber o que não podem os homens ver e ouvir sem morrer. E quando pensaram distinguir a palavra mortificadora e vivificante onde ela ainda não soava, impediram-se de ouvi-la quando ela quis ressoar, talvez porque não guardavam consigo, depurado, o sentido duma vida mais viva.

Será que o Sermão da Montanha é politicamente viável?
O agir adequado a Cristo é agir adequado à realidade. Esta proposição - corretamente entendida - não é uma exigência ideal, mas uma enunciação que dimana da própria realidade. Dois grandes mal-entendidos acerca desta proposição atravessam toda a história e o momento atual da cristandade. O primeiro vê em Jesus Cristo o fundador de uma nova ideologia ética que se deve aplicar à realidade histórica. O segundo vê nele apenas o Deus que diz sim a todo o real. No primeiro caso, assistimos a um eterno conflito entre as necessidades do agir histórico e a «ética de Jesus». No segundo, afirma-se como cristão o real sem conflitos.

Aquele que vem pedir-te não é Cristo, mas por ele é Cristo que pede e recebe
Uma caridade fraterna e universal que partilha até ao último bocado de pão com todo o pobre, todo o hóspede, todo o desconhecido que se apresenta, e que receba qualquer ser humano como um irmão bem amado.

O preço da alma
As coisas estimam-se e avaliam-se pelo que custam. Que lhe custou a Cristo uma alma, e que lhe custou o mundo? O mundo custou-lhe uma palavra: Ipse dixit, et facta sunt; uma alma custou-lhe a vida e o sangue todo. Pois se o mundo custa uma só palavra de Deus e a alma custa todo o sangue de Deus, julgai se vale mais uma alma, que todo o mundo.

Eis o tempo favorável
Quem tocou? Foi aquele que vem como um ladrão no meio da noite. Aquele do qual foi escrito: Eis o Esposo que vem, sai ao seu encontro! E nós ouvimos, palpitando. Provavelmente só tocará uma vez. Talvez se atire contra a porta toda a noite, como muitas vezes ouvimos até de manhã o postigo que não deixa de bater. Mas é tão difícil levantarmo-nos e tirar os taipais a essa velha porta! Mas ela está presa com dois ferrolhos, um do que é móvel e o outro do que é inerte: um chama-se mau hábito e o outro má vontade.

Adquirir a sua alma na paciência
Que o caminhante, que se dirige para o seu longínquo destino, não se apresse no começo, mas, de cada vez que cai a noite, pacientemente descanse para poder continuar o caminho no dia seguinte; que aquele que carrega um pesado fardo não se esgote excessivamente no começo, mas, de vez em quando, deponha o fardo no chão, sentando-se ele mesmo ao seu lado, a fim de ganhar novas forças para o carregar.

Se esperas a perfeição, nunca amarás
Não esperes transformar-te em anjo para me amares, pois assim nunca me amarás: mesmo que voltes a cair nos pecados que nunca quererias ter cometido, mesmo que sejas fraco no cumprimento dos teus deveres e da virtude, não te permito que me não ames.

Quando aceitamos o próprio sofrimento
Quando aceitamos o próprio sofrimento, quando com ele consentimos, quando o procuramos, quando o amamos, quando ele se nos torna o próprio sinal e o próprio objecto do amor generoso e desinteressado, quando transfiguramos a dor na acção perfeita, quando levamos a acção até ao momento da morte, quando a cada acto morremos e quando a morte é o acto por excelência, então, através deste triunfo da vontade que desconcerta a própria natureza, suscitamos no homem uma vida nova, uma vida sobre-humana.

São João de Brito, prisioneiro
A mim lançaram-me dois grilhões e aos outros um só: e fomos metidos em um rigoroso cárcere, onde estivemos até 28 deste e fomos trazidos e amarrados com cordas a este Paganei, onde chegámos mortos de fome e sede e abrasados do caminho; e em chegando nos intimaram sentença de morte se não disséssemos Xivá, Xivá. E como respondêssemos que não havíamos de dizer tal, levámos muitos coices, bofetadas, açoites, pancadas e tratos.

A fé de D. Helder Camara (2)
Com muita frequência falamos em pecados, mas prefiro falar em fraquezas. Quanto mais se conhecem as pessoas por dentro, melhor se percebe que existe bem mais fraqueza do que malignidade.

Somos como plantas que tivessem como única escolha a de se exporem ou não à luz
Cristo propôs-nos como modelo a docilidade da matéria ao dizer-nos que olhássemos os lírios do campo, que não trabalham nem fiam. Quer dizer que eles não se propuseram revestir-se desta ou daquela cor, eles não puseram em movimento a sua vontade nem ordenaram meios para esse fim, receberam tudo o que a necessidade natural lhes trazia. Se nos parecem infinitamente mais belos do que ricas fazendas, não é que sejam mais ricos, é por essa docilidade.

A fé de D. Helder Camara (1)
Nunca se deve temer a utopia. Agrada-me dizer e repetir: quando se sonha só, é um simples sonho, quando muitos sonham o mesmo sonho, é já a realidade. A utopia partilhada é a mola da história.

A propósito do «Pai Nosso» (2)
Cristo é o nosso pão. Não podemos pedi-lo senão para agora. Porque ele está sempre aí, à porta da nossa alma, na qual quer entrar, mas não viola o consentimento. Se consentimos que ele entre, ele entra; assim que não o queremos mais, imediatamente se vai. Não podemos vincular hoje a nossa vontade de amanhã, fazer hoje um pacto com ele para que amanhã ele esteja em nós a despeito de nós mesmos.

Apresentação do Menino no Templo: o segundo anúncio a Maria
Logo desde o início da sua vida, o Filho de Maria, e com ele a sua Mãe, experimentarão em si mesmos a verdade daquelas outras palavras de Simeão: "Sinal de contradição" (Lc 2, 34). Aquilo que Simeão diz apresenta-se como um segundo anúncio a Maria, uma vez que indica a dimensão histórica concreta em que o Filho realizará a sua missão, ou seja, na incompreensão e na dor.

A propósito do «Pai Nosso» (1)
É o nosso Pai; não há nada de real em nós que não proceda dele. Pertencemos-lhe. Ele ama-nos, visto que se ama e nós lhe pertencemos. Mas é o Pai que está nos céus. Não em qualquer outro lugar. Se cremos ter um Pai neste mundo não é ele, é um falso Deus. Não podemos dar um único passo na sua direcção. Não se caminha verticalmente. Não podemos dirigir para ele senão o nosso olhar. Não há que procurá-lo, é necessário apenas mudar a direcção do olhar. É a ele que pertence procurar-nos.

Esta é a hora da Igreja
De facto, esta unidade ou se realizará no amor ou não passará, como tantas outras, de um vocábulo fértil em equívocos trágicos. A Igreja não pode ser para os homens, apesar da nossa indignidade, uma causa de universal decepção. Nestas condições, quem não vê que aos cristãos deste começo da Idade atómica, se lhes exige maior poder de acolhimento e desprendimento, maior receptividade ao Outro e maior doação ao Outro que noutras eras?

Tradição e evolução na Igreja
E o que te foi confiado, não o que tu encontraste, é o que recebeste, não o que imaginaste; não é um problema de engenho, mas de ensinamento, não de propriedade privada, mas de tradição pública. Veio até ti, mas não nasceu de ti, pelo que não deves ser autor, mas guardião; não deves ser mestre, mas discípulo; não deves ser condutor, mas seguidor.

Deus fez bem-aventurada a pobreza que é miséria
A pobreza que é miséria, à qual nem se prometem os bens do céu, nem ela possui os da terra, antes padece a falta de todos, parece que não pode ser bem-aventurada. Mal-aventurada sim, porque para essa pobreza não há ventura: mal-aventurada sim, porque todos a desprezam e fogem dela: mal-aventurada sim, porque ainda para se conservar na mesma miséria há-de pedir e depender da vontade alheia, que é a sorte mais triste.

As antífonas do Ó
Desde a primeira à última, Jesus é invocado como Sabedoria, Senhor, Raiz, Chave, Estrela, Rei e Emanuel; em Latim, língua original, Sapientia, Adonai, Radix, Clavis, Oriens, Rex, Emmanuel. Lendo as iniciais desde a última até à primeira forma-se o acróstico «Ero Cras», que poderá traduzir-se por «Amanhã Eu estarei».

Jesus nasceu para os pobres
Quando tudo enjeitáveis, chamáveis a todos os carregados, todos os embaraçados, todos os apartados de vós, com promessas que a todos recrearíeis. Só de ser amado de nossos corações estais faminto e desejoso; e de tudo o mais (para isso) falto e minguado. Pois Senhor, quem me detém? Quem me tira não ter um lugar a par de vós? É verdade que não sou digno que vós entreis nesta alma, mas vós não tivestes conta com a minha baixeza para deixardes de me chamar a vós. E quando dissestes que na Cruz tudo leváveis a vós, não me tirastes a mim de fora.

Entregai as vossas mãos para servir e os vossos corações para amar
Uma jovem chegou de um país estrangeiro para fazer parte das Missionárias da Caridade. Uma das nossas regras exige que um recém-chegado vá para o lar onde estão os moribundos no dia a seguir à sua chegada. Disse então à jovem: «Viste o padre durante a missa, com que amor, com que cuidado ele tocou no corpo de Jesus na hóstia? Faz o mesmo quando estiveres junto dos moribundos, porque é o mesmo Jesus que vais encontrar nos corpos destroçados dos nossos pobres. Fotografias de Madre Teresa de Calcutá, Agência Magnum. Imagens slide show

O maior bem é a procura de Deus
A que virtude se poderia acrescentar aquela que a todas precede? Pois diante de que virtude se poderia apagar aquela que todas perfaz e a todas conclui?

Chesterton: "Ortodoxia"
A coisa mais óbvia, a atitude mais domesticada, teria sido efectivamente deixar-se levar por qualquer desses caprichos, desde o gnosticismo até ao cientismo cristão. Tê-los evitado é que foi uma espantosa aventura; na visão que eu tenho dos factos, o carro dos céus avança estrepitosamente pelos tempos fora, as domesticadas heresias vão cedendo e prostrando-se, a selvagem verdade progride titubeando, mas sem nunca cair. Leia um excerto desta obra, recentemente reeditada.

O irmão é protegido pelo próprio irmão, como uma cidade pela sua fortaleza
Ficou ali durante muito tempo, rezando e chorando sem tréguas, noite e dia, e a sua voz difundiu-se por toda a cidade. O clero, os monges, os governadores da cidade, incitavam-no para que regressasse ao seu mosteiro, mas ele não queria ouvir o pedido deles e respondia: “Farei o que me disse o meu irmão; não posso ir-me embora daqui; só quando regressar com ele ao mosteiro”.

Da purificação
Convém aqui anotar que este conhecimento de amor e purificação, ou luz divina, age na alma, purificando-a e dispondo-a a unir-se consigo perfeitamente, do mesmo modo que o fogo age na madeira para a transformar em si mesmo.

Haverá outro fim que não seja o de chegar ao reino que não tem fim?
Oh, quão grande será esta felicidade, quando, terminado todo o mal, brilhando todo o bem sua mesma luz, mais não nos entregarmos que aos louvores de Deus que está tudo em todos! Eis que então seremos em paz e veremos; veremos e amaremos; amaremos e louvaremos. E eis que isto será o fim sem fim.

Onde se achará o amor que o tempo não enfraquece?
De todos os instrumentos, com que o armou a natureza, o desarma o tempo. Afrouxa-lhe o arco, com que já não tira; embota-lhe as setas, com que já não fere; abre-lhe os olhos, com que vê o que não via; e faz-lhe crescer as asas, com que voa e foge.

Madre Teresa de Calcutá: A maior doença é não ser amado
A tuberculose e o cancro não [são] grandes doenças. A meu ver, doença muito maior é não ser querido, não ser amado. A dor que estas pessoas sofrem é muito difícil de compreender, de penetrar. Parece-me que é por essa dor que a nossa gente está a passar em todo o mundo, em todas as famílias, em todas as casas.

Santo Inácio de Antioquia: É a Cristo que procuro
Jamais tivestes inveja de alguém, instruístes sim a outrem. É meu desejo que guardem a sua força as lições que inculcais aos vossos discípulos. Pedi em meu favor unicamente a força exterior e interior, a fim de não apenas falar mas também querer, de não apenas dizer-me cristão, mas de me manifestar como ta. Pois, se me manifestar como tal também posso chamar-me assim e ser fiel, na hora em que já não for visível para o mundo.

Santa Teresa de Jesus: Amor a Deus e ao próximo
Muitas vezes penso, meu Senhor, que se com alguma coisa se pode sustentar isto de viver sem Vós, é com a solidão, porque descansa a alma no seu descanso, embora muitas vezes se dobre o tormento por não gozar dele com inteira liberdade; mas o tormento volve-se em deleite, como o que dá ter de tratar com as criaturas e deixar de estar a sós com o Seu Criador. Que é isto, meu Deus, de vir o descanso a cansar a alma que só pretender contentar-Vos?

Só ouvimos as perguntas a quem somos capazes de achar resposta
Se por vezes somos levados a desconhecer a profundidade das necessidades religiosas dos nossos contemporâneos é – parece-me – porque os homens em quem essas necessidades se encarnam com mais força são aqueles que não encontramos ou aqueles que enfrentamos como adversários. Simplesmente, neste ponto, quanto menos suspeitamos, mais nos julgamos autorizados, pela experiência, a negar: os homens desviam-se instintivamente daquele que sentem não ser para eles portador de luz.

A caridade
«"Meu Deus, com todo o coração e acima de todas as coisas Vos amo, bem infinito e nossa eterna felicidade, e por vosso amor amo o meu próximo como a mim mesmo e perdoo as ofensas recebidas. Ó Senhor, ame-vos eu cada vez mais". É oração conhecidíssima, com expressões bíblicas entalhadas. Foi minha mãe que ma ensinou.» Discurso de João Paulo I na audiência concedida na véspera da sua morte, há 30 anos.

Perfil de S. Paulo, Apóstolo
A metáfora do aborto expressa uma humildade extrema; São Paulo di-la em relação ao seu próprio trabalho apostólico: é nele que se manifesta a fecundidade da graça de Deus, que sabe transformar um homem frustrado num apóstolo esplêndido. De perseguidor a fundador de Igrejas: Deus fez isso em alguém que, do ponto de vista evangélico, poderia ter sido considerado lixo!

A conversão que mudou a vida de S. Paulo
Não devemos pensar que Paulo se fechou cegamente num acontecimento. Na realidade, acontece o contrário, porque o Cristo ressuscitado é a luz da verdade, a luz do próprio Deus. Isso engrandeceu o seu coração, abriu-o a todos. Neste momento não perdeu o que havia de bom e de verdadeiro na sua vida, na sua herança, mas compreendeu de forma nova a sabedoria, a verdade, a profundidade da lei e dos profetas, e apropriou-se deles de modo novo.

O amor a si mesmo plenamente se basta
O amor não procura fora de si a sua razão de ser e o seu fim. O fruto do amor é o amor; amo porque amo, amo para amar. Muito grande coisa é o amor! De todos os movimentos de alma, é o único pelo qual a criatura pode, por assim dizer, agir a par do Criador.

Bento XVI apresenta as viagens de São Paulo
Paulo apresenta-se na fronteira de três culturas diferentes - romana, grega, judaica - e talvez também por este motivo estava predisposto a fecundas aberturas universais, a uma mediação entre as culturas, a uma verdadeira universalidade. Ele mesmo escreve: “Tudo faço por causa do Evangelho”, exercendo com total generosidade o que ele chama de “a solicitude por todas as Igrejas”. Vemos que o seu compromisso só se explica com uma alma verdadeiramente fascinada pela luz do Evangelho, enamorada de Cristo, uma alma baseada numa convicção profunda: é necessário levar ao mundo a luz de Cristo, anunciar o Evangelho a todos.

Pelas pessoas a quem podes dar e não dás se contarão as injustiças que cometeste
Aquele que despe um homem de seus fatos é chamado ladrão, aquele que, podendo-o fazer, não veste a nudez do pobre, será digno de outro nome?

S. João Crisóstomo: Reza sempre e em todo o lugar
Dobraste os joelhos, dizes-me, mas o teu pensamento estava longe; o teu corpo estava na igreja, mas o teu espírito na cidade; a tua boca recitava as orações, mas o pensamento sopesava argumentos de dinheiro, ocupava-se em contratos, trocas, terrenos, domínios a adquirir, reuniões com os amigos.

S. Clemente Romano
A Igreja não é lugar de confusão e de anarquia, onde cada qual pode fazer como lhe apetece em qualquer momento: cada um neste organismo, com uma estrutura articulada, exerce o seu ministério segundo a vocação recebida. Inclui a "grande oração" de S. Clemente Romano.

Beato Bartolomeu dos Mártires
Esta é uma das cousas que se muito deve chorar na Igreja de Deus, maiormente nas igrejas de montes e lugares, onde nunca ou mui poucas vezes há pregação. Os fregueses das quais nunca ouvem outra palavra de Deus, nunca ouvem outra doutrina senão a que lhes diz seu cura ao Domingo.

São Bento: Padroeiro da Europa e da Diocese de Bragança-Miranda
Pela sua ponderação, a sua humanidade e o seu discernimento entre o essencial e o secundário na vida espiritual, ele pôde manter a sua força iluminadora até hoje. Paulo VI, proclamando a 24 de Outubro de 1964 São Bento Padroeiro da Europa, pretendeu reconhecer a obra maravilhosa desempenhada pelo Santo mediante a Regra para a formação da civilização e da cultura europeia.

São Paulo: missionário e fabricante de tendas
Em Damasco, Paulo não só deu, como também recebeu. E se ele era um pregador, foi também um aprendiz. Acerca do Cristianismo, havia muito que ele tinha que absorver e teria, também, de se tornar experiente num ofício que o tornasse auto-suficiente. Só a independência financeira podia garantir a sua mobilidade como missionário.

Beato Nuno de Santa Maria
Admirável foi este santo varão pelas muitas e especiais virtudes que cultivou, não só depois do divórcio que fez com o mundo, mas também antes de receber o hábito religioso.

Santo Ireneu: pacificador, fundador da Teologia cristã e defensor da verdadeira gnose
Ireneu é um testemunho fundamental não só do seu século, mas da genuína tradição da Igreja. Depois de Agostinho, é o segundo autor mais citado nos documentos do Vaticano II.
Ele é o último “apostólico” e o primeiro teólogo, surgindo como ponte entre a idade apostólica e sub-apostólica e a Igreja implantada já nas grandes cidades do império.


O ambiente cultural e religioso de S. Paulo
Um tema assim pareceria que remonta há muito tempo atrás, dado que temos de introduzir-nos no mundo de há dois mil anos. E, contudo, isso é verdade só na aparência e parcialmente, pois poderemos constatar que, a partir de diferentes aspectos, o contexto sócio-cultural de hoje não é muito diferente do de então.

S. João Baptista
De profeta autêntico, João deu testemunho da verdade sem condescendências. Denunciou as transgressões dos mandamentos de Deus, também quando os protagonistas eram os poderosos.

A identidade cristã da Europa (3)
Terceiro programa da série sobre a identidade cristã da Europa, com D. Manuel Clemente. Áudio

S. Cipriano de Cartago: A nossa pátria é o Céu
Quem, com efeito, vivendo sobre terra estrangeira, não se adianta por regressar à sua pátria? Que homem, atravessando os mares para volver à família, não deseja um vento favorável para abraçar os seus entes queridos?

A identidade cristã da Europa (2)
Segundo programa da série sobre a identidade cristã da Europa, com D. Manuel Clemente. Áudio Imagens

A identidade cristã da Europa (1)
No âmbito do aprofundamento do tema das próximas Jornadas da Pastoral da Cultura ("Portugal, de novo"), recuperamos os programas em que D. Manuel Clemente foi entrevistado sobre a identidade cristã da Europa. Áudio Imagens

S. Martinho de Dume: A magnanimidade
É próprio do homem de ânimo grande não vacilar, ser constante, e esperar intrépido o fim da vida. Nada há de grande no homem, senão o ânimo que despreza quanto é grande.

S. Gregório Magno: A revelação de Emaús
Todo aquele que quiser ter a inteligência do que entendeu, deve prontamente realizá-lo.

Bem-aventurados aqueles que não viram e acreditaram
A fé que conduz à justiça não é a que se obtém pelo tocar com a mão, mas pela fé dos nossos corações.

Diálogo Fé-Cultura: Carta a Diogneto
“Jóia da antiguidade cristã”, “pérola da apologética do século II”, a carta a Diogneto, de autor anónimo, é um precioso fragmento da primitiva experiência cristã e do esforço de diálogo da Igreja com a cultura circunstante. Escrita provavelmente nos finais do século II, nela se encontram autênticas parcelas de ouro puro da sabedoria evangélica que conferem a este texto uma actualidade singular.

Apríngio, Bispo de Beja: Comentário ao Apocalipse
Apríngio, bispo de Beja nos tempos do réu visigodo Teudis (531-548), tem sido injustamente esquecido entre nós. Tal injustiça é posta a nu pelos termos elogiosos com que já S. Isidoro de Sevilha se refere à pessoa e obra do primeiro bispo conhecido de Paz Júlia. Neste artigo publicamos a meditação de Apríngio aos dez primeiros versículos do segundo capítulo do livro do Apocalipse.

S. João da Cruz: "Este é o meu Filho bem-amado: escutai-O"
Aspirais a palavras, revelações ou visões que não são mais do que fragmentos da verdade; dela encontrareis a manifestação total em Jesus.

A cadência orante do coração
Passado algum tempo, comecei a sentir que a oração, por si própria, passava para o coração, isto é, o coração no seu próprio ritmo, lá no seu interior, começou como que a dizer as palavras da oração, acompanhando a cadência: 1 – Senhor… 2 – Jesus… 3 – Cristo… e assim por diante. Deixei de dizer a oração com os lábios e comecei a escutar com fervor o que dizia o coração.

D. António Ferreira Gomes lido por D. Manuel Clemente
Mais do que eclesiológica e política, a posição de D. António Ferreira Gomes quer-se propriamente “teológica”, daí derivando as consequências eclesiológicas e mesmo políticas. Leia a apresentação de D. Manuel Clemente à mais recente publicação com escritos do antigo Bispo do Porto.

Santo Anselmo: Como e porquê Deus é visto e não visto por aqueles que o buscam
Quão ampla é esta verdade,/ na qual está tudo o que de verdadeiro existe/ e fora dela apenas o falso e o nada!/ Quão imensa é [essa verdade] que, num único olhar,/ vê todas as coisas que foram feitas,/ de quem, por quem e de que modo foram elas feitas do nada!/ Que pureza, que simplicidade, que certeza e que esplendor aí existe!

D. António Ferreira Gomes: percurso e pensamento de um bispo conciliar no exílio
A propósito do lançamento da obra "Um bispo conciliar no exílio", oportunidade para recordar o trajecto e as palavras do Bispo do Porto durante os 10 anos em que foi impedido de regressar a Portugal.

Um português chamado João Ferreira Annes d'Almeida
Tudo o que lhe diz respeito ganha uma lentidão enervante, pois se os méritos são reconhecidos, o poder holandês não vê com bons olhos a difusão da língua da potência comercial que veio a suceder. Por fim anunciam-lhe que o seu Novo Testamento será editado em Amesterdão e, quando o recebe, conta "mil erros", que ele próprio corrigirá à mão, como o prova o único exemplar que se conhece, e que está em depósito na Biblioteca Nacional.

S. Martinho de Dume
Por razões expressas que se desconhecem, mas que se prendem certamente com a sua invulgar estatura de homem culto e cristão convicto, com a sua proximidade à corte e com o determinante papel desempenhado na conversão dos suevos, foi criada para ele a diocese de Dume, mantendo a sua condição de abade.

 

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