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Ruy de Carvalho: «Estou ao vosso serviço, o meu trabalho é para vós», «creiam-me que vos amo profundamente»

«Somos todos irmãos em Cristo. É assim que eu quero começar»: foi com estas palavras que Ruy de Carvalho iniciou a sua intervenção após ter recebido hoje, em Fátima, o prémio Árvore da Vida - Padre Manuel Antunes.

Depois de se afirmar «honrado» pela distinção, o ator evocou o simbolismo do prémio: «Fico muito honrado com este prémio. "Árvore da Vida" é muito bonito. Ter sido uma árvore na vida é bonito, e dar sombra àqueles que precisam dela também é bonito».

«Faço parte de uma floresta, sou só uma árvore, mas gostaria que muitas árvores com o meu nome povoassem o nosso país e o fizessem ser mais feliz e menos incendiado», declarou Ruy de Carvalho, para quem o «importante» é «não fazer mal» ao «semelhante».

O prémio Árvore da Vida - Padre Manuel Antunes, que a Igreja católica, através do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, atribui pelo 14.º ano consecutivo, destaca um percurso ou obra que refletem o humanismo e a experiência cristã.

Além da escultura "Árvore da Vida", concebida por Alberto Carneiro, é oferecido à personalidade distinguida o valor de 2500 €, patrocinado, desde a primeira edição, pela Renascença.

«Estou ao vosso serviço, o meu trabalho é para vós; quando o faço, faço-o por amor aos meus semelhantes, aos meus irmãos, àqueles a quem acho que tenho de dar o melhor que sei e posso», sublinhou o ator, que se definiu como «sentimental».

«Quando me virem trabalhar, saibam que estou a trabalhar para vós com o maior carinho e com a maior boa vontade, para que sempre corra bem aquilo que sai de dentro de mim», acrescentou.

Quando ligada à sua profissão, a espiritualidade de Ruy de Carvalho enraíza-se na dádiva: «Nunca peço, antes ofereço o meu trabalho; não peço [a Deus] para me ajudar; eu é que tenho de me ajudar a mim e oferecer o meu trabalho a Cristo e a Deus, e a todos aqueles para quem trabalho».

Ruy de Carvalho lembrou a sua «família maravilhosa», que se estende para além dos laços de sangue: «Tenho dois filhos ótimos, tenho netos maravilhosos, tenho bisnetos, tenho grandes amigos, tenho colegas que me chamam pai».

«Na minha família houve um culto muito grande pela arte, pela cultura, pela leitura, por gostar de ver uma boa pintura, uma boa escultura, um bom livro. É sempre saboroso quando essa riqueza, essa arca maravilhosa que é a cultura, está à nossa disposição. Temos que pôr o nosso povo a trabalhar nesse sentido, ao lado do desporto», frisou.

O agradecimento terminou da mesma forma calorosa como começou: «Meus queridos, muito obrigado pela vossa atenção. Se eu não disse tudo o que queria dizer, creiam-me que vos amo profundamente».

Antes, o presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais destacou o «notável currículo» do ator, que corresponde à sua «competência profissional e humana».

«A sua vida é inspiradora para as novas gerações», acentuou o bispo D. João Lavrador, que louvou o «testemunho de vida e de humanismo» de Ruy de Carvalho, assim como os «valores» por ele encarnados e a «sua implicação na cultura e na sociedade».









 

SNPC
Imagem: Ruy de Carvalho recebe o prémio Árvore da Vida - Padre Manuel Antunes de D. João Lavrador | Fátima, 2.6.2018
Publicado em 11.06.2018

 

 
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