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Santo Efrém: Teologia, música, poesia e vida coerente

Santo Efrém: Teologia, música, poesia e vida coerente

Imagem Legenda | D.R.

O estudo da Teologia é um serviço prestado a toda a comunidade cristã, um ministério que enriquece todos. E se o estudo está associado a uma vida coerente feita de caridade e oração, então torna-se caminho para a santidade.

É o que aconteceu com o diácono Santo Efrém, que viveu no século IV e foi declarado doutor da Igreja em 1920 pelo papa Bento XV. A sua memória litúrgica assinala-se a 9 de junho.

Nascido em Nisibi, no ano de 306, na Mesopotâmia, sabe-se que foi batizado aos 18 anos e que foi ordenado diácono antes de 338, ano da morte do bispo da cidade, com o qual Efrém tinha uma profunda relação.

A sua vida testemunha uma Igreja viva e capaz de produzir em língua síriaca obras importantes e muito apreciadas, caracterizadas por uma atenção particular à liturgia e a Maria.

Autor prolífico, nos seus textos emerge com clareza a sua capacidade de declinar o plano teológico e doutrinal com a poética. Enquanto pregador, compreende a importância da música e da poesia como instrumentos para defender a ortodoxia da fé cristã.

«A poesia permite-lhe aprofundar a reflexão teológica através de paradoxos e imagens. Ao mesmo tempo a sua teologia torna-se liturgia, torna-se música: de facto, ele era um grande compositor, um músico. Teologia, reflexão sobre a fé, poesia, canto e louvor a Deus caminham juntos», afirmou Bento XVI.



«Efrém, honrado pela tradição cristã com o título de "cítara do Espírito Santo", permaneceu diácono da sua Igreja toda a vida. Foi uma escolha decisiva e emblemática: ele foi diácono, isto é, servo, quer no ministério litúrgico, quer, mais radicalmente, no amor a Cristo, por ele cantado de modo inigualável»



Ao evocar Santo Efrém em novembro de 2007, o papa emérito sublinhou que «na sua busca de Deus, no seu fazer teologia, ele segue o caminho do paradoxo e do símbolo», recorrendo a «imagens contrapostas» que lhe servem para «ressaltar o mistério de Deus».

«No teu pão esconde-se o Espírito/ que não pode ser consumado;/ no teu vinho há o fogo que não se pode beber./ O Espírito no teu pão, o fogo no teu vinho:/ eis uma maravilha acolhida pelos nossos lábios./ O serafim não podia aproximar os seus dedos da brasa,/ que foi aproximada apenas pelos lábios de Isaías;/ nem os dedos lhe pegaram, nem os lábios a engoliram;/ mas o Senhor concedeu-nos fazer as duas coisas./ O fogo desceu com ira para destruir os pecadores,/ mas o fogo da graça desce sobre o pão e nele permanece./ Em vez do fogo que destruiu o homem,/ comemos o fogo no pão/ e fomos vivificados» (Hino "De fide").

Após a conquista de Nisibi pelos persas, refugiou-se em Edessa, onde fundou uma escola teológica, por lá permanecendo até à morte, em 373.

Nos últimos anos de vida organizou ajudas humanitárias tornadas indispensáveis pela grave carestia que atingiu a região. A sua autoridade garantiu uma distribuição equitativa dos víveres e socorros às populações necessitadas.

«Efrém, honrado pela tradição cristã com o título de "cítara do Espírito Santo", permaneceu diácono da sua Igreja toda a vida. Foi uma escolha decisiva e emblemática: ele foi diácono, isto é, servo, quer no ministério litúrgico, quer, mais radicalmente, no amor a Cristo, por ele cantado de modo inigualável, quer por fim na caridade para com os irmãos, que introduziu com rara mestria no conhecimento da divina Revelação», assinalou Bento XVI.



 

Edição: SNPC
Fontes: Bento XVI/Vaticano, Matteo Liut/Avvenire, Massimo Salani/Santiebeati
Publicado em 09.06.2017

 

 
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