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Arquitetura

Capela do Campo

A Capela do Campo (Flurkapelle) foi desenhada e edificada por estudantes da escola de arquitetura do Illinois Institute of Technology (IIT) de Chicago, EUA, sob a direção do seu professor Frank Flury. Desenhadores em Chicago, capela na Alemanha... Porquê esta grande distância e esta colaboração entre as duas margens do Atlântico?

Tudo começou com a obstinação do reverendo Moser-Feesche, instalado em Bödigheim, de constuir uma capela ecuménica. Sem terreno, sem dinheiro, sem arquiteto e sem o apoio da sua congregação, contactou em janeiro de 2008 a agência Erker Aschitekten, de que conhecia os trabalhos. O seu responsável, Dea Ecker, diplomado pelo ITT de Chicago, decide colocar o pastor em contato com o seu colega e amigo americano Frank Flury, que, interessado pelo assunto, o propõe aos seus estudantes.

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Em dezembro de 2008, no seguimento de um encontro entre o reverendo e o professor em Bödigheim, estabelece-se a divisão do trabalho: Frank Flury encarrega-se na conceção e da construção, Dea Ecker dos procedimentos administrativos e contatos com as autoridades locais; o pastor trata de obter os direitos de propriedade e reunir voluntários para ajudar na construção.

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Em janeiro de 2009, Frank Flury inscreve o projeto no seu curso de “Design Build”. Nos três meses seguintes, 12 estudantes (estes números, apesar de fortuitos, são curiosamente simbólicos) originários de sete estados dos EUA e da China propõem três esquissos.

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Na Alemanha, entretanto, as boas vontades convergem para a construção da capela: o município de Buchen aprova a ideia e oferece a madeira, o agricultor proprietário do terreno autoriza a edificação, um carpinteiro e um ferreiro oferecem os seus préstimos, o mesmo acontecendo com a serração local.

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O projeto deveria ficar acabado em seis meses, e assim foi: a construção, iniciada no início de junho, terminou ao fim de oito semanas. A bênção, pelo pastor evangélico e por um padre católico, realizou-se a 25 de julho.

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Longe de querer impressionar, a capela é uma obra discreta e modesta. Talvez o mais emocionante seja a sua integração na paisagem. O reverendo Moser Feesche via o seu projeto como um local de paragem, de retiro pontual do ruído e da atividade quotidiana.

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No cimo de uma suave colina cultivada, cujo aspeto se altera de acordo com as estações, a capela só pode ser alcançada a pé ou de bicicleta a partir das povoações de Bödigheim, Seckach e GroBeicholzheim.

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Ao longe não se adivinha a sua função, até porque se pode confundir com um local de secagem do tabaco. O seu perfil lembra, em miniatura, a associação nave-campanário, mas na ausência de um sinal distintivo – cruz, sino – pode muito bem ser confundido com uma construção agrícola.

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Toda a construção é em madeira, exceto oito peças em aço que sustentam a capela, fazendo-a sobressair da superfície e isolando-a da humidade. O espaço surpreende pelo despojamento: apenas uma cruz que se destaca sobre um fundo de madeira escura.

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A carpintaria foi concebida pelos estudantes para ser facilmente montada pelas suas mãos ainda inexperientes, tendo sido formatada por uma máquina digital a menos de dois km da capela. A maior parte dos materiais é de origem local. A madeira não está sujeita a tratamentos químicos, permitindo-lhe, ao envelhecer, adquirir um tom cinzento dourado.

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Jean-François Pousse (in Arts Sacrés)
Fotografia: Brigida González
Trad.: rm
© SNPC | 14.10.10

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