
Mosaicos para os Mistérios Luminosos do Rosário
A 8 de Dezembro, mosaicos representando os Mistérios Luminosos do Rosário serão inaugurados na Basílica de Nossa Senhora de Lourdes.
Quem já entrou na Igreja da Santíssima Trindade, em Fátima, notará semelhanças. A concepção dos mosaicos para os dois santuários tem a mão do P. Rupnik, jesuíta de origem eslovena que dirige o Centro de Estudos e Pesquisas Ezio Aletti, em Roma, instituição a quem foi confiada a obra de Lourdes.
Para a realização dos 160 m2 destinados a ornar a fachada da Basílica, o P. Rupnik inspirou-se nos Evangelhos, na história de Lourdes, bem como em textos de Padres da Igreja, de teólogos russos e de João Paulo II.
A partir de Novembro, oito técnicos e quatro artistas, de um total de dezassete envolvidos no projecto, deslocar-se-ão para Lourdes com o objectivo de terminar os mosaicos e tratar da sua instalação. O custo total da operação será de 300 mil euros.



Detalhe de "As Bodas de Caná".


Os fragmentos são montados e colados um por um sobre painéis de aluminio em ninho de abelha.

"Passando da infância e da vida de Nazaré à vida pública de Jesus, a contemplação leva-nos aos mistérios que se podem chamar, por especial título, “mistérios da luz”. Na verdade, todo o mistério de Cristo é luz. Ele é a « luz do mundo » (Jo 8, 12). Mas esta dimensão emerge particularmente nos anos da vida pública, quando Ele anuncia o evangelho do Reino. Querendo indicar à comunidade cristã cinco momentos significativos – mistérios luminosos – desta fase da vida de Cristo, considero que se podem justamente individuar: 1.º no seu Baptismo no Jordão, 2.º na sua auto-revelação nas bodas de Caná, 3.º no seu anúncio do Reino de Deus com o convite à conversão, 4.º na sua Transfiguração e, enfim, 5.º na instituição da Eucaristia, expressão sacramental do mistério pascal." (João Paulo II, Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae, 21)


Detalhe das "Bodas de Caná" (Virgem Maria).

A multiplicidade da escolha das cores, formas e materiais é um dos atractivos da arte do Mosaico. Partir os fragmentos, colá-los... Pouco a pouco, a partir do nada, desenha-se uma imagem. É a magia do mosaico, uma arte de paciência.



Cada mosaico é composto por centenas de fragmentos de pedras nobres (mármore, etc.) ou resultantes de uma mistura à base de vidro.

Fotografia: Eric Vandeville/Gamma/Eyedea
in Pèlerin
08.08.2008
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