Documentário
Vaticano exibe "S. Tomé - Os últimos contratados"
O documentário "S. Tomé - Os últimos contratados" (2010), do cabo-verdiano Leão Lopes, é exibido hoje no Vaticano, iniciativa que o realizador disse nunca esperar, anunciou hoje a agência Lusa.
Em declarações à agência Inforpress, Leão Lopes indicou que a projeção na sede da Igreja Católica é uma iniciativa da Rádio Vaticano, sendo resultado de um «percurso interessantíssimo» da película, que tem despertado um «curioso debate» à volta do tema que trata.
«Sinto-me compensado, já que não esperava este percurso e esta projeção» do documentário, afirmou Leão Lopes, aludindo à exibição na Cidade do Vaticano.
A história dos cabo-verdianos contratados para as roças de São Tomé durante o colonialismo português, e que nunca conseguiram voltar ao país, é o tema do filme/documentário, estreado em fevereiro de 2010, na Cidade da Praia.
"São Tomé - Os Últimos Contratados" conta a história dos emigrantes que chegaram à ilha são-tomense pouco antes da independência (1975) e que, depois dela, e do desmantelamento das roças de cacau, por lá ficaram, abandonados à sua sorte, «sem nada mais terem a não ser o chão que pisavam».
O filme, «espécie de uma viagem» pelo que resta da emigração cabo-verdiana para São Tomé e Príncipe, conta também a história das «ruínas do colonialismo», que resultou num «drama humano», em especial para muitos cabo-verdianos que para lá foram em regime de contratados.
Ainda este mês "S. Tomé - Os Últimos Contratados" estará em exibição num festival de cinema africano que decorrerá no Rio de Janeiro (Brasil), para o qual foi selecionado o documentário realizado com meios próprios do cineasta e que orçou em cerca de 25 milhões de escudos (cerca de 226 mil euros).
Leão Lopes é artista plástico, escritor de livros infantis e juvenis, realizador de cinema - "Ilhéu de Contenda" (1995) e "Bitú" (2006) - e fundador da Escola Internacional de Artes do Mindelo.
Lusa
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13.11.11

Leão Lopes






