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Cristo Rei: Espiritualidade e História

A comemoração do cinquentenáro do Monumento a Cristo Rei é o motor deste livro. Referência turística, imagem repetida vezes sem conta em postais, pagelas e filmes, ícone de Lisboa e de Almada, este Cristo olha para a cidade «do lado de lá do rio» e abre os seus braços há 50 anos. Abre os braços ao Portugal do século XXI, cuja modernidade lança novos dados para a mesa e é sem dúvida diferente do de então. Um Portugal cujo bem-estar geral e progresso são visíveis. Em contrapartida, é um país em que o fenómeno religioso é cada vez mais disperso.

O Monumento a Cristo Rei, se é um ícone turístico, representa muito mais do que isso: é um monumento à Paz, é um Santuário. O facto de Portugal ter sido poupado à guerra de 1939-1945 é passível de preito e agradecimento. Se esta obra nasceu da ideia do Patriarca de Lisboa num sentido de reparação, foi-lhe depois acrescentado este sentido de dever de agradecimento pela paz numa época em que a Europa e o mundo viveram uma guerra devastadora e fizeram – após o conflito – o gigantesco esforço da reconstrução.

Mas este Cristo Vivo coloca a todos nós um desafio. O desafio de afirmar claramente a Sua realeza e, consequentemente, de anunciar o Seu Reino. E porque a afirmação de uma certeza é sempre provocatória, este monumento, esta estátua, este Santuário, este livro e todas as vontades que se juntaram para os concretizar, consistem numa verdadeira provocação ao homem moderno, cheio de certezas palpáveis, de provas científicas e de horizontes que muitas vezes não incluem a importante dimensão espiritual. Assim a convicção de que Ele, na Sua infinita misericórdia e Amor nos protege, enquanto povo e País, certamente parece muito estranha aos olhos do homem de hoje. Mas essa certeza torna indispensável – mesmo urgente – a comemoração do empenho de todo um povo nesta construção. Porque um país foi mobilizado por uma causa. Que cumpriu.

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As obras dos homens surgem num tempo e num espaço próprios. Para fazer a história do Monumento a Cristo Rei, foi de grande importância a análise do contexto em que este foi construído. Abordando o ambiente que se vivia em Portugal, foi dado enfoque à situação da Igreja no nosso país, começando por dar uma panorâmica geral das relações entre a Igreja e o Estado, serão focadas numa primeira parte o regime de separação, a Concordata e a dissidência católica. Aqui caberá também a história de como surgiu a ideia da construção, a concepção do projecto. Analisamos também, com algum detalhe, toda a organização que esteve por detrás da angariação de fundos, da propaganda e divulgação da obra.

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Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Gonçalves Cerejeira, cimenta a primeira pedra

Na segunda parte será explicada a forma como o monumento Cristo Rei foi erigido, quem o construiu e como o construiu. Acompanharemos de perto a evolução das obras. Será dado destaque à organização e às cerimónias de inauguração do monumento. Relatar-se-á o programa, os meios envolvidos, o significado de cada momento da festa. Concluiremos com uma síntese muito breve da história do monumento desde então até aos nossos dias.

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Cerimónia do lançamento da primeira pedra

 

Índice

I – O contexto histórico

1. Portugal: o Estado e a Igreja
1.1. A ditadura
1.2. O Estado Novo
1.2.1. Encantamento e cooperação
1.2.2. A Concordata
1.2.3. Crispações. O caso do Bispo do Porto e a dissidência católica

2. Monumento ao Cristo Rei: da ideia ao projecto
2.1. A devoção ao Sagrado Coração de Jesus
2.2. O voto dos bispos portugueses: a «conspiração universal contra o Reino de Deus»
3. Os primeiros passos. As comissões, a organização e a recolha de fundos

4. A divulgação. A imprensa. O jornal «O Monumento»

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Cerimónia do lançamento da primeira pedra

II – A construção

1. O projecto e os seus autores
1.1. O projecto e os seus autores
1.2. A bênção da Primeira Pedra
1.3. A construção do Monumento

2. As cerimónias de inauguração
2.1. Cinco dias de festa
2.2. A inauguração

3. A missão deste «Cristo sobre o Tejo». Uma referência para os nossos dias

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Vão das escadas

 

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Monumento antes de ser colocada imagem de Cristo

 

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Carta com indicação aos moradores das ruas por onde passaria a procissão da imagem de Nossa Senhora de Fátima no dia da inauguração

 

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Presidente da República, Almirante Américo Thomaz, durante a cerimónia de inauguração

 

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Génese, construção e inauguração do Santuário de Cristo Rei

 

 

Maria João da Câmara
Texto e fotos: Cristo Rei - Espiritualidade e História, ed. Lucerna
Vídeo: Santuário Nacional de Cristo Rei
23.11.09

Capa

Para comprar, clique aqui

Autor
Maria João da Câmara

Editora
Lucerna (Principia)

Ano
2009

Páginas
160

Preço
€ 22,05

ISBN
978-972-288-356-06

 

 

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