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Colóquio

A fé ao desafio das culturas

"A fé ao desafio das culturas nos fundadores da Revista Internacional Communio" é o tema do colóquio que assinalará os 25 anos da edição portuguesa daquela publicação.

Presidido por D. José Policarpo, Cardeal Patriarca de Lisboa, o encontro evocará Henri de Lubac, Hans Urs von Balthasar e Joseph Ratzinger.

O colóquio contará com a participação de Jean-Robert Armogathe (Universidade Sorbonne), Elio Guerriero (Edições San Paolo) e Jan-Heiner Tück (Universidade de Freiburg), em representação das edições francesa, italiana e alemã da revista.

Alem destes oradores, intervirão igualmente Peter Stilwell (director da Faculdade de Teologia da UCP) e José Tolentino Mendonça (SNPC).

A sessão, que conta com a colaboração do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura e da Faculdade de Teologia, terá lugar a 30 de Abril, às 18h00, no Centro de Congressos Cardeal Medeiros (Universidade Católica, Lisboa). A entrada é livre.

 

História da Revista Communio

A ideia de fundar uma revista nasceu de Hans Urs von Balthasar, que pretendia criar um órgão de diálogo entre a fé cristã e as questões actuais levantadas pelas culturas. Um primeiro projecto de elaborar um livro com esta finalidade fora abandonado, pois as culturas evoluem, presentemente, a ritmo tão vertiginoso que tornaria rapidamente obsoleta uma tal obra. Era, antes, necessário criar um órgão de diálogo permanente, que não apenas acompanhasse o evoluir constante dos problemas, mas tivesse também em conta as diferenças entre as diversas culturas, na Europa e nos outros continentes. De referir ainda a influência e colaboração do então teólogo alemão Joseph Ratzinger e actual Papa Bento XVI, e do francês Henri de Lubac, quando, no decorrer da primeira sessão da Comissão Teológica Internacional, em 1969, o projecto começou a tomar forma. Em 1972 surgiam as edições alemã – com o concurso de Albert Görres, Hans Meier e Karl Lehmann –, e a italiana dirigida por Giuseppe Ruggieri.

Num tempo em que a importância da eclesiologia de Comunhão nos documentos do concílio Vaticano II, mal tinha sido descoberta pelos teólogos, a palavra communio surgiu, já então, como a mais adequada para designar o projecto que a nova revista queria servir.

O conceito teológico de Communio é, em primeiro lugar, expressão do próprio Deus, revelado por Jesus Cristo como Mistério de diálogo trinitário que se torna Dom de Comunhão para os homens no Espírito Santo (cf. 2Co 13,13). Como Dom de Deus se realiza, pois, a comunhão entre os homens. Nesta perspectiva se deve entender a catolicidade da Igreja, na qual todos os carismas são chamados a servir o único Jesus Cristo (cf. 2Co 10,5).

N’Ele, tudo o que é humano diz respeito à fé cristã. No seu sentido forte e originário, a catolicidade tornará possível aos cristãos ultrapassar as barreiras das diversas confissões, e a todos os homens reencontrarem-se numa verdadeira comunhão. Para isso torna-se hoje cada vez mais importante o diálogo inter-religioso.

A edição portuguesa iniciou-se em 1984, fazendo parte da primeira Direcção, Manuel Isidro Alves, Henrique de Noronha Galvão e José Eduardo Borges de Pinho. Desde então é editada pela Associação de Teologia e Cultura Cristã, entre cujos sócios fundadores se encontram o Cardeal Patriarca D. António Ribeiro, o Bispo do Porto, D. António Ferreira Gomes, Carlos Baptista da Silva, Fernando Dias Agudo, Luís de Oliveira Ramos e Maria de Lurdes Belchior. Contou com o apoio particular do Bispo de Coimbra, D. João Alves, e o aconselhamento jurídico do Prof. Doutor Germano Marques da Silva.

A Communio é uma revista de carácter internacional, actualmente editada em 14 línguas e mais de 16 países: Alemanha, América do Norte, Argentina, Brasil, Chéquia, Croácia, Eslovénia, Espanha, França, Holanda/Flandres, Hungria, Itália, Líbano (em língua árabe, actualmente suspensa), Polónia, Portugal e Ucrânia.

O estatuto da revista garante autonomia e liberdade de iniciativa a cada edição, com o intuito de respeitar a fisionomia cultural e nacional de cada povo e apontar soluções aos problemas específicos de cada região e cultura.
A publicação é anualmente programada pelas redacções dos diversos países, que em seguida permutam entre si, com total liberdade de escolha e utilização, o material proposto.

Cada número trata de um tema central, a que se podem juntar artigos de especial interesse para a época litúrgica, para a realidade portuguesa ou de premente actualidade.

A sua Redacção é constituída por padres, religiosos e leigos, homens e mulheres, que pensam ser urgente estimular o diálogo entre a fé e a cultura. Tem a sua sede em Lisboa, mas procura, nomeadamente através do seu Conselho de Redacção, que as diversas zonas do país estejam nela representadas.

 

Conheça o «site» da Revista Communio.

Nota histórica: Revista Communio

© SNPC - 10.04.2008

 

 

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