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Judaísmo

Judeus de todo o mundo celebram o Hanukkah

A festa das luzes, ou Hanukkah em hebraico, assinala a libertação e purificação do Templo de Jerusalém e a revolta contra os selêucidas liderada por Matatias Macabeu e os seus cinco filhos, conforme está descrito no Antigo Testamento.

A revolta terá começado depois de um azedar das relações entre os judeus e os selêucidas, de cultura helénica, que ocupavam o território nessa altura, no segundo século antes de Cristo.

Inicialmente os exércitos ocupantes foram bem recebidos em Jerusalém, tendo garantido aos judeus o respeito pelo seu culto e a isenção de impostos para os sacerdotes e para o Templo.

Durante o reinado de Antíoco IV, porém, a situação alterou-se. As práticas religiosas judaicas foram proibidas e o Templo profanado. A última gota foi uma ordem para que os judeus oferecessem sacrifícios aos deuses pagãos dos selêucidas. Quando Matatias, um sacerdote, se recusou a cumprir esta ordem, outro judeu aproximou-se do altar para oferecer o sacrifício em seu lugar. Matatias, contudo, aproximou-se do homem e matou-o, fugindo de seguida com os seus filhos e seguidores, e montando uma guerrilha contra os selêucidas e judeus colaboracionistas, que terminou com a libertação de Israel.

FotoArcebispo de Nova Iorque, D. Timothy Dolan, acende vela no candelabro (menorah), junto ao Rabi David Posner (11.12.2009).
Foto: AP

 

Impostos na raiz da revolta

Agora, uma descoberta arqueológica vem dar mais credibilidade a esta história bíblica. Um arqueólogo apercebeu-se de que três fragmentos de pedra que tinham sido descobertas em alturas diferentes, faziam parte da mesma tábua e juntando-as descobriu um decreto real nomeando um cobrador de impostos para as províncias de Israel, com ordens para recolher dinheiro dos templos.

FotoRabis instalam uma menorah diante da Porta de Brandemburgo, Berlim, Alemanha (11.12.2009). Foto: AP

Esta decisão, tomada pelo rei Selêuco IV, reflecte uma alteração radical nas relações entre os ocupantes e os judeus, que teria certamente causado muito mal-estar entre estes, e que explica como é que a situação pacífica da região deteriorou ao ponto de desencadear a revolta dos Macabeus.

FotoMercado anual do Hannukah, Berlim (6.12.2009). Foto: Getty Images

Poucos anos depois do decreto Antíoco IV subiu ao trono, radicalizando a hostilidade e transformando o Templo num santuário ao deus grego Zeus.

A festa de Hanukkah recorda ainda a ocorrência de um milagre. Após a libertação do Templo, verificou-se que só havia azeite suficiente para manter a chama eterna acesa por mais um dia. Pela graça de Deus, contudo, a chama ardeu durante oito dias, o tempo necessário para se fazer e consagrar mais azeite para o Templo.

FotoBudapeste, Hungria (12.12.2009). Foto: Reuters

Um candelabro de nove braços é usado durante esta festa, com o acender de uma vela por dia durante oito dias, recordando os dias que a chama ardeu milagrosamente. O nono braço do candelabro, colocado no centro e mais alto que os restantes, é para o «shamash», a vela que é usada para acender as restantes e a que também se pode recorrer para usos seculares, garantindo assim a pureza das outras oito.

FotoGrande Sinagoga de Bucareste, Roménia (12.12.2009). Foto: AP

 

FotoPães de gengibre cortados como uma Estrela de David e com a menorah no invólucro. Berlim (6.6.2009). Foto: Getty Images

 

FotoJudeu diante de uma menorah, na terceira noite do Hanukkah. Jerusalém, Muro das Lamentações (13.12.2009). Foto: AP

 

FotoGrande Sinagoga de Bucareste, Roménia (12.12.2009). Foto: AP

 

Filipe d'Avillez
© SNPC | 13.12.09

Candelabro
PictureNet/Corbis

 

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