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Presépio de Priscos encerra com balanço positivo e pároco já pensa em novos projectos

Ainda o presépio ao vivo de Priscos não tinha encerrado e o pároco da freguesia já tinha uma mão cheia de ideias para o próximo projecto. “Queremos fazer uma parceria com a comunidade judaica portuguesa com o objectivo de se fazerem vários e diferentes espectáculos”, revelou o padre João Torres.

A próxima edição, que já está garantida, “vai ter um estilo completamente diferente”. A garantia do padre João Torres vai ao encontro do desejo que já não é novo: “queremos um presépio ecuménico em todos os sentidos. Para além do presépio estar aberto a todas as religiões queremos, desta vez, contar com a participação directa de católicos e ortodoxos. Até porque existem muitos cidadãos de Leste a viver cá e seria uma forma de celebrar os dois natais em conjunto”.

E, tanto o projecto como a parceria, merecem, de acordo com o padre João Torres, “o apoio a 100% do arcebispo primaz”.


Envolver mais as pessoas

Além disso, pretende-se, ainda, uma maior envolvência das pessoas com a história. “Queremos que as pessoas visitem e percebam a história do tempo de Jesus pelo que vêem, pelo que ouvem e pelo que cheiram e daqui possam tirar uma lição para a vida”.

Priscos teve, segundo aquele responsável, “o maior espectáculo gratuito do país”, por isso, “os bracarenses deviam sentir-se orgulhossos porque falar em Natal é falar em Priscos”.

“A gruta foi o que deixou mais pessoas de boca aberta. Há diversos cenários até chegar à gruta e isso é importante. Ali as pessoas entram sós e isso disputa algum mistério e curiosidade”, justificou, ainda, o pároco, mostrando-se “orgulhoso” do povo de Priscos.


Gerir tanta gente não é fácil mas nada é impossível

O padre João Torres admitiu que não é fácil gerir tanta, gente. Apesar de não haver segredos, há pressupostos que se devem seguir para que a tarefa seja possível. “Comunicar abertamente com as pessoas, motivar a equipa, envolver todos os membros, recorrer ao humor quando há problemas, fazer críticas construtivas e directas e ser flexível (tendo ideias, mas deixar que os outros também tenham), foram os princípios fundamentais para que o presépio ao vivo de Priscos tivesse sido uma realidade”, explicou o pároco.

O presépio ao vivo encerrou anteontem e “só foi possível com muito trabalho de equipa”. Mas há mais. “Temos um projecto de fraternidade. Como é possível este povo trabalhar gratuitamente? Aqui está presente uma grande lição de vida, porque muitas vezes as pessoas fazem alguma coisa à espera de dinheiro e o Natal acaba por passar pelas pessoas, mas as pessoas não passam pelo Natal”, evidenciou.


Mais de 41 mil visitaram presépio

A aposta no rigor histórico, a dimensão do presépio e a divulgação deixavam adivinhar que Priscos ia ser “invadido” de gente para ver o presépio ao vivo. Mas “nunca” se pensou chegar aos 41.300 visitantes.

“Não contavamos com a presença de tanta gente. A nossa estimativa rondava, no máximo, as 30 mil pessoas, até porque temos consciência de algumas limitações que existem”, justificou o padre João Torres.

Mas os números não surpreenderam apenas na lista dos visitantes. Os figurantes também ascenderam o total que estava inicialmente previsto. “Ultrapassamos os 500 figurantes. Para além do povo de Priscos ofereceram-se pessoas de Barcelos, Fafe, Porto, Lisboa e muitas das freguesias limítrofes para se vestirem a rigor e enquadrarem-se num cenário”, adiantou, visivelmente satisfeito”, aquele responsável, evidenciando “a facilidade com que as pessoas saem de casa para virem, de todo o país, visitar o presépio”.

Na edição de 2007, ao longo de todos os dias de visita, passaram por Priscos dez mil pessoas; na edição de 2008, só no primeiro dia as visitas ultrapassaram as 7.100 pessoas.

 

Vídeos com reportagens da RTP e da SIC

 

 

Patrícia Sousa

in Correio do Minho

Fotografia: Presépio Vivo Priscos

13.01.2009

 

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