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Bispos precisam de bom humor, diz papa Francisco

O papa Francisco dirigiu esta quinta-feira alguns conselhos a prelados recentemente nomeados, a quem pediu para não se tornarem «bispos de aeroporto», sempre em viagem e distantes da proximidade com os fiéis que lhe estão confiados, tendo-lhes também sugerido que cultivem o bom humor.

Excertos da intervenção:

«Nós, pastores, não somos (…) homens ambiciosos, esposos de uma Igreja na expetativa de outra mais bela, mais importante ou mais rica. Isto é um escândalo. (…) Estai bem atentos para não cairdes no espírito do carreirismo. É um cancro. Não é só com a palavra, mas também e sobretudo com o testemunho concreto de vida, que somos mestres e educadores do nosso povo. O anúncio da fé pede que se conforme a vida ao que se ensina. Missão e vida são inseparáveis. Há uma pergunta a fazer a cada dia: o que vivo corresponde ao que ensino?»

«Permanecei nas dioceses, sem procurar mudanças ou promoções. (…) Permanecei no meio do vosso povo, evitai o escândalo de serdes “bispos de aeroporto”. Sede pastores acolhedores, a caminho com o vosso povo, com afeto, com misericórdia, com doçura de trato e firmeza paterna, com humildade e discrição, capazes de olhar também para os vossos limites e de ter uma dose de bom humor. E esta é uma graça que devemos pedir, os bispos, nós. Todos nós devemos pedir esta graça: “Senhor, dá-me o sentido de humor”.»

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«Que o vosso coração seja de tal modo grande que saiba acolher todos os homens e mulheres que encontrardes ao longo dos vossos dias e que procurareis quando vos meterdes a caminho das vossas paróquias e de todas as comunidades.»

«Perguntai-vos: aqueles que batem à porta da minha casa, como é que a encontram? Se a encontram aberta, através da vossa bondade, da vossa disponibilidade, experimentarão a paternidade de Deus e compreenderão como a Igreja é uma boa mãe que acolhe e ama sempre.»

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«O bispo caminha com e no seu rebanho. Isto significa meter-se a caminho com os próprios fiéis e com todos aqueles que se dirigem a vós, partilhando alegrias e esperanças, dificuldades e sofrimentos, como irmãos e amigos, mas sobretudo como pais capazes de ouvir, compreender, ajudar, orientar. Caminhar juntos requer amor, e o nosso é um serviço de amor, “amoris officium”, dizia Santo Agostinho.»

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«Não vos fecheis. Permanecei no meio dos vossos fiéis, e também nas periferias das vossas dioceses e em todas as periferias existenciais, onde há sofrimento, solidão, degradação humana. Presença pastoral significa caminhar com o Povo de Deus: à frente, indicando o caminho; no meio, para o reforçar na unidade; atrás, tanto para que ninguém fique para trás, mas, sobretudo, para seguir a intuição que o Povo de Deus tem para encontrar novas estradas.»

«Entre as primeiras tarefas que tendes está o cuidado espiritual do presbitério [conjunto de padres da diocese], mas nunca esqueçais as necessidades humanas de cada sacerdote, sobretudo nos momentos mais delicados e importantes do seu ministério e da sua vida. O tempo passado com os sacerdotes nunca é tempo perdido. Recebei-os quando o pedirem; não deixeis sem resposta uma chamada telefónica.»

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Rui Jorge Martins
© SNPC | 19.09.13

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