Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura - Logótipo
secretariado nacional da
pastoral da cultura
Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura - Logótipo
secretariado nacional da
pastoral da cultura

Carminho: A fé «é um tesouro que não se esgota»

Imagem Carminho | Paul McErlane Photography | D.R.

Carminho: A fé «é um tesouro que não se esgota»

A fadista Carminho considera que a fé «é um tesouro que não se esgota», e associa-a a um copo que transborda»: «Quanto mais água der, mais vou receber. Vou dando tudo o que sobra».

«É uma imagem muito bonita, de que gosto muito e que me orienta em certos momentos. Estar neste mundo não é nada fácil... O mundo em si, todo o mundo... Há muita dispersão que nos afasta daquilo que somos, da nossa essência», diz ao semanário "Expresso".

Carminho está convicta de que «a partir do momento em que se descobre quem se é, o que se tem de fazer, e se sente uma estrada pela frente, com planos e objetivos, pode ser-se melhor para os outros, ter um mundo melhor».

Em entrevista publicada na edição de 18 de outubro, a cantora, que está a lançar o seu terceiro disco, "Canto", assume-se «católica» e recusa a influência oriental na sua religiosidade.

«Em primeiro lugar está Jesus Cristo, a pessoa em cujo exemplo acredito. Acredito também que todas as religiões monoteístas têm o mesmo Deus, e as outras apenas separam a divindade em elementos que, para mim, são todos um», declara.

Para Carminho, «toda a gente tem uma vocação», embora por vezes seja «difícil procurá-la e encontrá-la»: «Às vezes as pessoas não dão valor aos pequenos tesouros. Se os trabalhassem seriam autênticas ferramentas para o mundo».

«Dei-me conta de que é na sinceridade e na confiança que atinjo os meus melhores resultados, transmitindo mais alegria, fazendo melhor aos outros; não só na arte como na vida», afirma.

Referindo-se ao seu último disco, a fadista fala da descoberta de um canto onde se sente «confortável», após todas as viagens que fez com vontade de se «superar e dar o máximo», e em que recolheu influências e deu a conhecer o fado.

«O fado não me prende, o fado liberta-me. E o fado levou-me ao mundo. Continuo a sentir um legado muito grande e a vontade de defender a identidade do fado», assinala.

«Quanto mais viajo mais percebo que a identidade que carrego é um tesouro. Temos um país muito pequeno em termos geográficos, e que pode ser desconhecido para muitos, mas nele existem monumentos vivos e patrimónios únicos que fazem dele um lugar especial e forte», aponta, antes de sublinhar: «O nosso país precisa de ter a autoestima em cima».

 

Rui Jorge Martins
Publicado em 11.11.2014

 

 
Imagem Carminho | Paul McErlane Photography | D.R.
Quanto mais viajo mais percebo que a identidade que carrego é um tesouro. Temos um país muito pequeno em termos geográficos, e que pode ser desconhecido para muitos, mas nele existem monumentos vivos e patrimónios únicos que fazem dele um lugar especial e forte
Relacionados
Destaque
Pastoral da Cultura
Vemos, ouvimos e lemos
Perspetivas
Papa Francisco
Teologia e beleza
Impressão digital
Pedras angulares
Paisagens
Umbrais
Evangelho
Vídeos