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Férias e espiritualidade

Esqueça a praia, o calor e a agitação: no silêncio dos mosteiros é que se está bem

O papa aludiu esta quarta-feira às férias de muitos católicos para os convidar ao silêncio, condição que diz ser essencial para a oração, ao mesmo tempo que salientou a importância dos mosteiros como espaços propícios à espiritualidade.

«O silêncio é a condição ambiental que melhor favorece o recolhimento, a escuta de Deus, a meditação», afirmou Bento XVI, que pediu aos fiéis de várias nacionalidades reunidos na residência pontifícia de Castel Gandolfo, próximo de Roma, para aproveitarem os dias de repouso «para entrar tranquilamente na oração».

Na sua intervenção, o papa lembrou o relevo do silêncio na vida de santos que a Igreja Católica recorda esta semana: terça-feira foi evocada a virgem e mártir Santa Benedita da Cruz, padroeira da Europa, quarta assinalou-se o diácono e mártir São Lourenço e quinta-feira ocorre a memória da virgem Santa Clara, fundadora das Clarissas.

«No nosso mundo tantas vezes demasiado agitado, as comunidades monásticas, verdadeiros oásis do espírito, lembram-nos em particular a necessidade do silêncio nas nossas vidas, para realizar em nós uma autêntica harmonia espiritual e desta forma voltar o nosso olhar para Deus», afirmou.

Para Bento XVI, «o silêncio e a beleza do espaço onde vive a comunidade monástica – beleza simples e austera – constituem como que um reflexo da harmonia espiritual que a comunidade procura realizar».

«Deus fala no silêncio mas é preciso sabê-lo escutar», frisou o papa, que qualificou os mosteiros de «oásis onde Deus fala à humanidade» e realçou o significado do claustro, «lugar simbólico por ser um espaço fechado mas aberto ao céu».

Os mosteiros, prosseguiu, «unem dois elementos muito importantes para a vida contemplativa: a beleza do criado, que remete à do Criador, e o silêncio, garantido pela distância em relação às cidades e às grandes vias de comunicação».

«Não é por acaso que muitas pessoas, especialmente nos períodos de pausa, visitam estes lugares e neles se detêm alguns dias», lembrou Bento XVI.

 

Rui Martins
In Agência Ecclesia
11.08.11

Foto
Frédéric Soltan / Corbis






















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