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Igreja, «casa aberta a todos os corações à procura»

Uma «casa aberta a todos os corações à procura é a imagem da Igreja que, mesmo se perseguida, mal-entendida e acorrentada, nunca se cansa de acolher com coração materno cada homem e cada mulher para lhes anunciar o amor do Pai que se tornou visível em Jesus.»

Esta é a identidade da Igreja que o papa apresentou esta manhã, no Vaticano, durante a audiência geral, na qual finalizou as meditações que na última semana dedicou, nas catequeses das quartas-feiras, ao livro dos Atos dos Apóstolos.

«Lucas conclui a sua obra mostrando-nos não a morte de Paulo mas o dinamismo da sua pregação, de uma Palavra que não está acorrentada, mas pronta a deixar-se semear com as mãos cheias do apóstolo», que na sua casa, em Roma, para onde foi levado preso, «acolhe quantos querem receber o anúncio do reino de Deus e conhecer todos», afirmou.

Francisco sublinhou que «as peripécias de Paulo», ao longo da atribulada e penosa viagem marítima entre Jerusalém e a capital do Império Romano, «não desvitalizaram a Palavra, mas potenciaram-na».

O «frágil barro» da vida do “apóstolo dos gentios” «não sufocou o tesouro do poder de Deus, mas colocou-o à luz, mostrando que o controlo dos acontecimentos não pertence aos homens, mas ao Espírito Santo, que dá fecundidade à ação missionária da Igreja», vincou.

«Peçamos ao Espírito Santo que reavive em cada um de nós a vocação de evangelizadores felizes e corajosos; que nos torne capazes, como Paulo em Roma, de impregnar as nossas casas de Evangelho, fazendo delas cenáculos de fraternidade, onde acolhamos Cristo vivo, que não cessa de vir ao nosso encontro em cada homem e em cada tempo», concluiu Francisco.

A fechar a saudação aos peregrinos de língua italiana, o papa lançou um convite: «Abri o vosso coração às necessidades da Igreja, e, seguindo o exemplo de Jesus, permanecei próximo dos irmãos, construindo um mundo mais justo».


 

Rui Jorge Martins
Imagem: Oleg.0/Bigstock.com
Publicado em 15.01.2020

 

 
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