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Igreja católica, mãe de ternura e misericórdia

O papa Francisco comparou esta quarta-feira a dedicação de uma mãe pelos seus filhos, mesmo quando cometem erros, aos cuidados, ternura e misericórdia que a Igreja católica tem por todos aqueles que se lhe dirigem.

Excertos da intervenção que o papa proferiu na audiência geral semanal, na Praça de S. Pedro, perante milhares de peregrinos.

«Quando um filho cresce, torna-se adulto, toma a sua estrada, assume a sua responsabilidade, caminha com as próprias pernas, faz aquilo que quer, e, às vezes, acontece que sai da estrada, porque os acidentes acontecem. A mãe sempre, em todas as situações, tem a paciência de continuar a acompanhar os filhos. O que a impele é a força do amor; uma mãe sabe seguir com discrição, com ternura, o caminho dos filhos, e mesmo quando cometem erros encontra sempre maneira de compreender, para ser próxima, para ajudar. (…)

Penso nas mães que sofrem pelos filhos na prisão ou em situações difíceis: não se perguntam se eles são culpados ou não, continuam a amá-los, e muitas vezes sofrem humilhações, mas não têm medo, não desistem de dar-se. As mães sabem dar a cara pelos filhos.

Foto AP Photo/Riccardo De Luca

A Igreja é assim, uma mãe misericordiosa, que compreende, que procura sempre ajudar, encorajar; mesmo diante dos seus filhos que erraram e que erram, nunca fecha a porta da casa; não julga, mas oferece o perdão de Deus, oferece o seu amor que convida a retomar o caminho; mesmo àqueles seus filhos que caíram num abismo profundo, a mãe não tem medo de entrar na sua noite para dar esperança. E a Igreja não tem medo de entrar na nossa noite, quando estamos na escuridão da alma, da consciência, para nos dar esperança: a Igreja é mãe, e é assim que faz. (…)

FotoAP Photo/Riccardo De Luca

Penso em vós, queridas mães: quanto rezais pelos vossos filhos, sem cessar. Continuai a rezar, a confiar os vossos filhos a Deus; Ele tem um coração grande! Batei à porta, à porta do coração de Deus, com a oração, pelos filhos. E assim faz também a Igreja. (…)

Vejamos na Igreja uma boa mãe que nos indica a estrada a percorrer na vida, que sabe ser sempre paciente, misericordiosa, compreensiva, e que sabe colocar-se nas mãos de Deus.» 

FotoREUTERS/Stefano Rellandini

«Pensemos nos dez mandamentos: indicam-nos uma estrada a percorrer para amadurecer, para ter pontos de referência no nosso modo de nos comportarmos. E são fruto – entendei bem isto – da ternura, do próprio amor de Deus que os deu. Podereis dizer-me: mas são ordens! São um conjunto de “não”, “não”, “não”!

Gostaria de vos convidar a lê-los – talvez os tenhais esquecido um pouco – e depois a pensá-los de maneira positiva. Vereis que dizem respeito ao nosso modo de nos comportarmos em relação a Deus, em relação a nós mesmos e em relação aos outros, precisamente o que nos ensina uma mãe para viver bem. Convidam-nos a não fazer ídolos materiais que depois nos tornam escravos, a recordarmo-nos de Deus, a ter respeito pelos pais, a sermos honestos, a respeitar o outro…

FotoAP Photo/Riccardo De Luca

Experimentai vê-los assim e a considerá-los como se fossem ensinamentos que a nossa mãe nos dá para caminharmos bem na vida. Uma mãe nunca ensina o que é mau, só deseja o bem dos filhos, e assim faz a Igreja.»

FotoAP Photo/Riccardo De Luca

 

FotoAP Photo/Riccardo De Luca

 

Nota: tradução não oficial.

 

Rui Jorge Martins
© SNPC | 18.09.13

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FotoPapa Francisco na audiência geral
Praça de S. Pedro, Vaticano, 18.9.2013

 

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