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Igreja Católica regressa ao IndieLisboa para acompanhar e distinguir o melhor cinema português

A Igreja Católica participa pelo quarto ano consecutivo no IndieLisboa, festival internacional de cinema que se realiza de 18 a 28 de abril, atribuindo o Prémio Árvore da Vida a uma ou mais obras da secção "Competição Nacional".

A distinção, no valor de dois mil euros, resulta de uma parceria entre os secretariados nacionais da Pastoral da Cultura e das Comunicações Sociais que se mantém desde 2010.

Este envolvimento manifesta a atenção da Igreja ao pulsar do cinema nacional e sinaliza a vontade de estabelecer um diálogo profundo e aberto com a Sétima Arte, no seguimento da participação de júris católicos em vários festivais, como é o caso do Festroia, em Setúbal, entre outros de vários pontos do globo.

O IndieLisboa, que em 2013 se realiza pela 10.ª vez, «chegou para agitar a oferta cultural da capital com uma lufada de criações cinematográficas bem diferente da que o circuito comercial até então garantia», recorda a crítica de cinema Margarida Ataíde.

Criado pela associação Zero em Comportamento, o evento nasceu em 2004 «do vigor progressiva e conjuntamente ganho por Nuno Sena, Miguel Valverde e Rui Miguel Pereira», tendo como objetivo «preencher um espaço de promoção do cinema nacional e estrangeiro inédito, num formato com padrões de qualidade e inovação inequívocos».

"Hollywood está a ficar sem ideias. Vem ao IndieLisboa ver algo novo", lema da edição de 2013, afirma a premissa de origem do festival, «baseada na urgência e pertinência de uma programação cinematográfica alternativa, de um público renovado, a partir dela, e de uma profunda revisão do estabelecido mainstream», salienta Margarida Ataíde.

A organização recebeu quase quatro mil filmes de todo o mundo, selecionando 246 trabalhos (cerca de 80 longas e 160 curtas), dos quais 45 são portugueses. 

A "Competição Nacional" conta este ano com 16 curtas e seis longas metragens concluídas este ano ou em 2012, contemplando géneros que podem ir da ficção ao documentário, passando pela animação.

Por seu lado a "Competição Internacional" compreende primeiras e segundas obras nunca antes apresentadas publicamente em Portugal, ainda sem distribuição garantida no país e acabadas no próprio ano ou no ano anterior da edição do IndieLisboa em que são exibidas. 

A secção "Observatório" oferece um panorama sobre as obras essenciais do cinema independente contemporâneo do último ano, apresentando filmes de cineastas consagrados, enquanto que a secção "Cinema Emergente" dá espaço a novas linguagens do cinema contemporâneo, a experiências narrativas originais e a talentos emergentes.

Em "Pulsar do Mundo" apresentam-se filmes que lidam com questões relevantes da atualidade mundial, ao passo que a secção "Diretor's Cut" abrange obras que fazem uma reflexão sobre o cinema.

Os cineastas que trabalham em prol de uma cinematografia «totalmente livre de pré-conceptualizações e preconceitos» e que, por isso, «são sempre marginais ao mercado comercial», constituem o objeto da secção "Herói Independente", explica o site do festival.

O "IndieJúnior" pretende possibilitar o encontro dos espectadores mais novos com um conjunto de filmes notáveis, e simultaneamente «contribuir para a formação estético-cultural das crianças e jovens através de uma experiência artística e lúdica – o cinema». Para o sucesso desta secção «contribuiu inequivocamente a coordenação igualmente visionária do escritor, argumentista e realizador Possidónio Cachapa», assinala Margarida Ataíde.

A agenda do festival inclui conferências, um workshop de realização e um seminário, além da programação musical.

O júri do Prémio Árvore da Vida mantém a composição da edição de 2012: Margarida Ataíde, Inês Gil, professora universitária de Cinema, e Rui Jorge Martins, do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura.

 

Margarida Ataíde, Rui Jorge Martins
© SNPC | 11.04.13

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