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Luís Miguel Cintra lê Etty Hillesum

«Mais prisões outra vez, terror, campos de concentração, o levar indiscriminadamente pais, irmãs, irmãos. Uma pessoa procura o sentido da vida e pergunta-se se ela na realidade ainda tem sentido. Mas este é um assunto que cada um deve decidir consigo e com Deus.»

«Começo a ficar um bocadinho mais calma, Deus, graças a esta conversa contigo. Hei de ter muitas mais conversas contigo. Também viverás tempos de maior privação em mim, meu Deus, quando a minha fé se enfraquecer um pouco, mas acredita, eu continuarei sempre a trabalhar para ti, e a ser-te fiel, e não te expulsarei da minha presença.»

Entre a crueza do terror e o apaziguamento da confiança em Deus, assim viveu a judia Etty Hillesum os seus últimos anos, até à morte no campo de concentração de Auschwitz, no final de novembro de 1943, aos 29 anos.

Extremos de uma existência que o encenador Luís Miguel Cintra, prémio Árvore da Vida-Padre Manuel Antunes, atribuído pela Igreja católica em Portugal, selecionou do “Diário”, e que a sua voz levou este sábado à capela do Rato, em Lisboa, na sessão que marcou a abertura do Congresso Internacional sobre Etty Hillesum. O texto integra o volume homónimo editado pela Assírio & Alvim na coleção Teofanias.









 

Rui Jorge Martins
Imagem: D.R.
Publicado em 20.05.2019

 

 
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