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Mudar de vida não é uma operação de maquilhagem, diz papa Francisco

«Mudar a própria vida» não pode traduzir-se numa simples operação de «maquilhagem» externa, mas deve implicar uma ressurreição que parte do interior, vincou esta segunda-feira o papa Francisco, no Vaticano, ao apelar a uma conversão autêntica.

Na tradicional alocução feita pontifícia que ocorre na “Segunda-feira do Anjo”, logo após o domingo de Páscoa, Francisco sublinhou que «o sentimento dominante que transparece das narrativas evangélicas da ressurreição de Cristo é a alegria plena de espanto».

«Deixemos que esta esperança imprimida no Evangelho se imprima também nos nossos corações e transpareça na nossa vida. Deixemos que o espanto jubiloso do domingo de Páscoa se irradie nos pensamentos, nos olhares, nas atitudes, nos gestos e nas palavras», apelou.

Perante milhares de fiéis reunidos na Praça de São Pedro, o papa vincou que a disposição motivada pela ressurreição deve corresponder a uma convicção profunda: «Não é uma maquilhagem mas vem de dentro, de um coração imerso na fonte desta alegria, como a de Maria Madalena, que chora pela perda do seu Senhor e não acreditava nos seus olhos ao vê-lo ressuscitado».

«Quem faz esta experiência torna-se testemunha da ressurreição, porque em certo sentido também ressuscita», pelo que «é capaz de levar um raio da luz do Ressuscitado nas diversas situações humanas: nas felizes, tornando-as mais belas e preservando-as do egoísmo; nas dolorosas, levando serenidade e esperança».

A Praça de São Pedro é o destino de muitas peregrinações, especialmente na Páscoa: «Passámos a Semana Santa em Roma e terminar aqui com o papa a nossa estadia é a maneira mais bela de conservar uma recordação especial. Francisco é um dom de Deus à humanidade», salientou a italoamericana Barbara Casti, em viagem com o marido e três filhos.

A italiana Maria Angeletti percorreu um trajeto bem mais curto, mas o seu entusiasmo não é menor: «Decidimos com os meus pais festejar as suas bodas de prata com o papa Bergoglio; a sua bênção aquece o coração como o abraço de um amigo».

As festas pascais constituíram a oportunidade para Francisco rever a sua única irmã viva, Elena Bergoglio, que visitou o Vaticano e ficou hospedada em casa de amigos no litoral italiano.

Maria Elena Bergoglio tem dos filhos que moram com ela na periferia de Buenos Aires: Jorge, nome dado em honra do irmão maior, e José. Foi ela que acompanhou o irmão a Roma, quando o papa João Paulo II o criou cardeal.

“Regina Coeli” (“Rainha do Céu”), antífona mariana que exalta a ressurreição de Cristo («Rainha do Céu, alegrai-vos, aleluia» constituem as suas primeiras palavras), substitui a oração do Angelus durante o Tempo Pascal, período de 50 dias que decorre entre os domingos de Páscoa e Pentecostes (este ano entre 20 de abril e 8 de junho).

 

Giacomo Galeazzi
In Vatican Inside
Trad./redação: SNPC/rjm
21.04.14

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FotoPapa Francisco
Vaticano, 21.4.2014
Foto: EPA/CLAUDIO PERI

 

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