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Arquitetura

Oscar Niemeyer desenha a nova catedral de Belo Horizonte

O arquiteto Oscar Niemeyer (1907) é o autor do projeto da nova catedral de Belo Horizonte, capital do estado brasileiro de Minas Gerais, no centro-leste do país.

A primeira pedra da sé dedicada a Cristo Rei foi lançada a 19 de novembro, dia em que chegou à capital mineira a cruz da Jornadas Mundiais de Juventude, que o Brasil vai organizar em 2013. No local foi levantada a cruz exterior da catedral, com 20 metros de altura, doada por duas empresas.

A catedral, com capacidade para cinco mil lugares sentados, pode receber até 20 mil pessoas.

O espaço «será um grande centro de espiritualidade, com força de congregação de pessoas, de irradiação de ideias e princípios básicos para o sustento da vida cidadã», afirmou esta segunda-feira o arcebispo de Belo Horizonte, D. Walmor Azevedo, em entrevista à rede de televisão Canção Nova.

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O prelado que o papa Bento XVI nomeou em 2009 membro da Congregação para a Doutrina da Fé sublinhou que a catedral «também garantirá uma contribuição, em programas e projetos dedicados ao serviço social, ao cuidado com os pobres, desenvolvimento da arte, da cultura e da educação».

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A ligação de Oscar Niemeyer a Belo Horizonte remonta aos anos 40 do século XX, quando conheceu o presidente da câmara municipal, Juscelino Kubitschek, que o convidou a traçar um conjunto de edificações para a zona denominada Pampulha.

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Entre os projetos concluídos em 1943 incluía-se a igreja São Francisco de Assis, que só viria a ser dedicada no fim da década de 50, depois de anos de recusa por parte da hierarquia católica.

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Quando Kubitschek foi eleito presidente do Brasil, em 1956, decidiu instalar a capital numa região despovoada no centro do país. Voltou a chamar Niemeyer, que desenhou a catedral e os principais edifícios do poder político em Brasília, como a residência do presidente, sede do Governo, e edifício do Congresso Nacional.

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Em agosto de 2011 foi lançado o livro “As igrejas de Oscar Niemeyer” (editora Nosso Caminho), que reúne imagens e desenhos das 16 obras que planeou, algumas não executadas.

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Comunista assumido, a sua posição de não crença em Deus foi definida «desde muito cedo», apesar das suas origens familiares católicas, disse em entrevista.

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«Na introdução que escrevi para o livro, procurei lembrar que na casa dos meus avós maternos em Laranjeiras minha avó organizava missas todos os domingos, a que muita gente assistia. Eram pessoas de muito boa índole, solidárias e generosas, acima de tudo tementes a Deus», referiu.

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FotoD. Walmor Azevedo e Oscar Niemeyer

 

FotoNiemeyer diante do projeto. Na estante há um Galo de Barcelos

 

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© SNPC | 17.01.12

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