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Papa Francisco apela aos cardeais para fugirem das «intrigas» e pede-lhes para amarem quem é hostil à Igreja

O papa afirmou este domingo, no Vaticano, que cada cardeal «entra na Igreja de Roma, não entra numa corte», pelo que deve evitar «hábitos e comportamentos de corte», nomeadamente «intrigas», «falatório» ou «favoritismos».

«A nossa linguagem seja a do Evangelho: "sim, sim, não não"», frisou na missa a que presidiu na basílica de S. Pedro com 18 dos 19 novos cardeais (cf. Artigos relacionados) e a maior parte dos membros do Colégio Cardinalício, refere a Rádio Vaticano.

Francisco vincou a necessidade de um comportamento exemplar por parte dos cardeais e do próprio papa: «O Senhor Jesus e a mãe Igreja pedem-nos para testemunhar com maior zelo e ardor estas atitudes de santidade».

«Por isso, amemos aqueles que nos são hostis; bendigamos quem diz mal de nós; saudemos com um sorriso quem talvez não o mereça; não aspiremos a fazermo-nos valer, mas contraponhamos a mansidão à prepotência; esqueçamos as humilhações sofridas», apontou, baseando-se no Evangelho lido nas missas deste dia (cf. Artigos relacionados).

A «conduta de um cardeal» deve ser a de deixar-se «guiar sempre pelo Espírito de Cristo, que se sacrificou a si mesmo sobre a cruz», para que assim os membros do Colégio Cardinalício possam ser «canais em que corre a sua caridade».

A homilia de Francisco salientou também a atenção a dar a quem mais precisa: «Neste tempo, que somos nós, celebra-se uma liturgia existencial: a da bondade, do perdão, do serviço, numa palavra, a liturgia do amor».

«Este nosso tempo é como que profanado se negligenciamos os deveres para com o próximo. Quando no nosso coração encontra lugar o mais pequeno dos nossos irmãos, é o próprio Deus que nele encontra lugar», assinalou.

Pelo contrário, quando alguém «é deixado de fora, é o próprio Deus que não é acolhido. Um coração vazio de amor é como uma igreja que deixou desconsagrada, subtraída ao serviço divino e destinada a outro».

A terminar, o papa Francisco lançou um convite ao Colégio Cardinalício: «Caros irmãos cardeais, permaneçamos unidos em Cristo e entre nós. Peço-vos para estarmos próximos, com a oração, o conselho, a colaboração».

Este pedido foi depois ampliado a toda a Igreja: «E todos vós, bispos, presbíteros, diáconos, pessoas consagradas e leigos, uni-vos na invocação do Espírito Santo, para que o Colégio dos Cardeais seja sempre mais ardente de caridade pastoral, mais cheio de santidade, para servir o Evangelho e ajudar a Igreja a irradiar no mundo o amor de Cristo».

 

Rui Jorge Martins
© SNPC | 23.02.14

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Vaticano, 23.2.2014
Foto: AP Photo/Alessandra Tarantino

 

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