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Papa Francisco diz que viagem à Terra Santa foi «grande dom para a Igreja» e pede perdão pela falta de unidade entre cristãos

O papa Francisco resumiu hoje no Vaticano os aspetos principais da viagem que realizou à Terra Santa, entre sábado e segunda-feira, tendo sublinhado que a visita «foi um grande dom para a Igreja», antes de pedir perdão pela separação entre cristãos.

«Dou graças a Deus [pela viagem]. Ele guiou-me naquela terra abençoada, terra abençoada que viu a presença histórica de Jesus e onde ocorreram acontecimentos fundamentais para o judaísmo, cristianismo e islão», afirmou, citado pela Rádio Vaticano.

Na audiência geral da quarta-feira, Francisco recordou que o «objetivo principal» da peregrinação foi «comemorar o 50.º aniversário do histórico encontro entre o papa Paulo VI e o patriarca [cristão ortodoxo] Atenágoras», naquela que foi «a primeira vez que um sucessor de Pedro visitou a Terra Santa».

«Paulo VI inaugurava assim, durante o Concílio Vaticano II [1962-1965], as viagens fora de Itália dos papas na época contemporânea», acrescentou o papa, perante milhares de pessoas reunidas na Praça de S. Pedro.

«Por isso o meu encontro com Sua Santidade Bartolomeu, amado irmão em Cristo, representou o momento culminante da visita», realçou o papa, que esteve na Jordânia, Palestina e Israel.

A oração no sepulcro de Jesus com o patriarca grego-ortodoxo de Jerusalém, Theophilos III, e o patriarca arménio apostólico, Nourhan, foi também evocada por Francisco.

«Naquele lugar onde ressoou o anúncio da ressurreição, percebemos toda a amargura e o sofrimento das divisões que ainda existem entre os discípulos de Cristo», disse Francisco, referindo, fora do discurso preparado, que essa separação faz «mal ao coração».

Na celebração, «plena de fraternidade recíproca, de estima e de afeto», os participantes «ouviram fortemente a voz do Bom Pastor Ressuscitado, que quer fazer de todas as suas ovelhas um só rebanho»: «Ouvimos o desejo de curar as feridas ainda abertas e prosseguir com tenacidade o caminho para a plena comunhão».

A seguir, Francisco afirmou, espontaneamente: «Uma vez mais, como fizeram os papas precedentes, pelo perdão por aquilo que fizemos para favorecer esta divisão, e peço ao Espírito Santo que nos ajude a sanar as feridas que causámos aos outros irmãos.

«Todos somos irmãos em Cristo e com o patriarca Bartolomeu somos amigos, irmãos, e partilhámos a vontade de caminhar juntos, fazer tudo aquilo que podemos fazer a partir de hoje: rezar juntos, trabalhar juntos pelo rebanho de Deus, procurar a paz, cuidar da criação, tantas coisas que temos em comum. E como irmãos, devemos andar em frente», assinalou.

A seguir, o papa centrou-se nos esforços que realizou com vista à pacificação na região: «Fi-lo na Jordânia, na Palestina, em Israel. E fi-lo sempre como peregrino, no nome de Deus e do homem, levando no coração uma grande compaixão pelos filhos daquela terra que há demasiado tempo convivem com a guerra e têm o direito de conhecer finalmente dias de paz».

Na Jordânia, Francisco agradeceu às autoridades e à população o acolhimento de numerosos deslocados provenientes das zonas de conflitos, referindo que ficou impressionado pela «generosidade» dos jordanos.

«Que o Senhor abençoe este povo acolhedor, que o abençoe muito. E nós devemos rezar para que o Senhor abençoe este acolhimento, e pedir a todas as instituições internacionais para ajudar este povo neste trabalho de acolhimento que faz», apontou.

Depois de assinalar que convidou os presidentes de Israel e da Palestina, «ambos homens de paz e artífices da paz», a deslocarem-se ao Vaticano para rezarem com o papa pela paz, Francisco lançou um pedido: «Por favor, peço-vos para que não nos deixem sós: rezai, rezai muito para que o Senhor nos dê a paz, nos dês a paz naquela terra abençoada. Conto com a vossa oração.»

A palavra de esperança que Francisco quis levar foi também por ele recebida, da parte de «irmãos e irmãs que esperam contra toda a esperança, através de muitos sofrimentos, como os de quem fugiu do próprio país por causa dos conflitos, como os de quantos, em diversas partes do mundo, são discriminados e desprezados por causa da sua fé em Cristo».

«Rezemos por eles e pela paz na Terra Santa e em todo o Médio Oriente. A oração de toda a Igreja apoie também o caminho para a plena unidade entre os cristãos», apelou Francisco.

 

Rádio Vaticano
Trad./redação: SNPC/rjm
28.05.14

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FotoPapa Francisco
REUTERS/Tony Gentile

 

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