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Papa Francisco nomeou novo secretário de Estado do Vaticano

O papa nomeou o arcebispo italiano Pietro Parolin para secretário de Estado do Vaticano, em substituição do cardeal Tarcisio Bertone, anunciou este sábado a Sala de Imprensa da Santa Sé.

O novo detentor do cargo que mais de perto colabora com o papa tem 58 anos, é doutorado em Direito Canónico, e era até agora núncio apostólico (representante diplomático da Santa Sé) na Venezuela.

Ordenado padre em 1980, com 25 anos, ingressou na diplomacia do Vaticano em 1986.

Em 2002 foi nomeado subsecretário da Secção para as Relações com os Estados da Secretaria de Estado.

Antes da Venezuela, trabalhou na Nigéria e no México, e além do italiano, sabe francês, inglês e castelhano.

Em setembro de 2009, Bento XVI, que semanas antes o tinha nomeado núncio na Venezuela, ordenou-o bispo.

Pietro Parolin, que colaborou com os cardeais Angelo Sodano e Tarcisio Bertone, os dois últimos secretários de Estado da Santa Sé, toma posse a 15 de outubro.

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Nessa data o papa Francisco recebe em audiência os responsáveis da Secretaria de Estado, «para agradecer publicamente ao cardeal Tarcisio Bertone o seu fiel e generoso serviço à Santa Sé e para lhes apresentar o novo secretário de Estado», refere a nota da Santa Sé.

Francisco confirmou nos seus cargos o secretário para as Relações com os Estados e o prefeito da Prefeitura da Casa Pontifícia, os arcebispos Dominique Mamberti e Georg Gänswein, entre outros colaboradores.

«Primeiro colaborador do Papa no governo da Igreja universal, o cardeal secretário de Estado pode ser considerado o máximo expoente da atividade diplomática e política da Santa Sé, representando, em circunstâncias particulares, a própria pessoa do Sumo Pontífice», lê-se na página da Secretaria de Estado.

O novo secretário de Estado manifesta a «profunda e afetuosa gratidão» ao papa Francisco pela «imerecida confiança», e expressa-lhe a «renovada vontade e total disponibilidade para colaborar com ele e sob a sua orientação».

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Numa declaração igualmente publicada na Sala de Imprensa, Pietro Parolin refere que a nomeação para uma missão «difícil e exigente» constitui uma «surpresa de Deus».

Em texto publicado no site da presidência de Itália, o presidente Giorgio Napolitano enviou a Pietro Parolin uma mensagem em seu nome e «em nome do povo italiano», em que o congratula pela nomeação.

«O elevadíssimo cargo que o Santo Padre quis confiar-lhe constitui o reconhecimento de um prestigioso percurso ao serviço da Igreja», sublinha Napolitano, que elogia a «unanimemente apreciada» atenção do arcebispo às relações entre a Santa Sé e a Itália.

O presidente italiano está convicto de que com Pietro Parolin as relações entre ambos os Estados «continuarão a enriquecer-se», permitindo ainda consolidar a mútua colaboração «em defesa da paz e da justiça nos diversos cenários internacionais».

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A substituição ocorreu na sequência do pedido de demissão que Bertone, de 78 anos, já tinha apresentado, ao abrigo do cânone 354 do Código de Direito Canónico: «Roga-se aos Padres Cardeais presidentes dos dicastérios ou das outras instituições permanentes da Cúria Romana e da Cidade do Vaticano, que, ao cumprirem setenta e cinco anos de idade, apresentem a renúncia do ofício ao Romano Pontífice, o qual, ponderadas todas as circunstâncias, providenciará».

Tarcisio Bertone foi nomeado por Bento XVI em 2006, e vai deixar o cargo de secretário de Estado dois dias depois de presidir, nessa qualidade e como enviado do papa, à peregrinação internacional ao Santuário de Fátima marcada para 12 e 13 de outubro.

O prelado italiano pertencente à congregação dos Salesianos completa 79 anos a 2 de dezembro.

Vai continuar a ser camerlengo da Igreja católica, e mantém o posto no conselho cardinalício que superintende o Instituto para as Obras de Religião, comummente designado Banco do Vaticano.

O camerlengo preside à Câmara Apostólica, órgão que administra os bens da Santa Sé destinados a fornecer fundos necessários para o cumprimento das funções da Cúria Romana, e é responsável por diversas funções aquando da Sé Vacante, isto é, quando o papa morre ou resigna.

 

Rui Jorge Martins
© SNPC | 31.08.13

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FotoArcebispo Pietro Parolin

 

 

 

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