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Papa saúda nova instituição dedicada à cultura contemporânea com o nome de S. João Paulo II

O papa Francisco manifestou o seu «apreço» pela inauguração do Instituto de Cultura S. João Paulo II, na Faculdade de Filosofia da Universidade Pontifícia S. Tomás de Aquino, que decorreu esta segunda-feira, 18 de maio, dia em que passaram 100 anos do nascimento do papa polaco.

A «finalidade principal» do organismo, sustentado por duas fundações polacas, «é refletir sobre a cultura contemporânea», e para esse efeito recorrer-se-á à «colaboração dos mais eminentes filósofos, teólogos e homens e mulheres da cultura, na sua expressão mais ampla», refere uma carta de Francisco dirigida ao reitor da Universidade.

«S. João Paulo II é tanto o inspirador como o primeiro e mais importante artífice desta obra, com o rico e multiforme património que deixou, e, ainda antes, com o exemplo do seu espírito aberto e contemplativo, apaixonado por Deus e pelo ser humano, pela criação, pela história e pela arte», acentua a missiva.

Francisco destaca que as «diversas experiências» da vida de Karol Wojtyla, «entre elas especialmente os dramas de uma época e os seus sofrimentos pessoais, interpretados à luz do Espírito, levaram-no a desenvolver com singular profundidade a sua reflexão sobre o ser humano e as suas raízes culturais, como referência indispensável para toda a proclamação do Evangelho».

A carta recorda que na primeira encíclica de S. João Paulo II, “O redentor do homem”, o papa polaco frisou a estima «de todas as culturas, de todas as conceções ideológicas e de todos os homens de boa vontade» que a Igreja deve ter.

«E aproximar-nos-emos com aquela estima, respeito e discernimento que, já desde os tempos apostólicos, distinguiam a atitude missionária e do missionário. Basta-nos recordar São Paulo e, por exemplo, o seu discurso no Areópago de Atenas. A atitude missionária começa sempre por um sentimento de profunda estima para com aquilo “que há no homem”, por aquilo que ele, no íntimo do seu espírito, elaborou quanto aos problemas mais profundos e mais importantes; trata-se de respeito para com aquilo que nele operou o Espírito, que “sopra onde quer”, lê-se no número 12 do documento.

Para Francisco, os católicos precisam de «manter viva» aquela atitude, se querem ser protagonistas de «uma Igreja em saída, uma Igreja que não se contenta em conservar e administrar o que existe, mas que quer ser fiel à sua missão».

A Universidade de S. Tomás de Aquino, ao cuidado dos Dominicanos, acolhe «uma comunidade académica composta por professores e estudantes de todo o mundo, e é um lugar adequado para interpretar os importantes desafios das culturas atuais».

«A tradição da Ordem Dominicana, com o seu importante papel na reflexão racional sobre a fé e os seus conteúdos, articulada de maneira magistral pelo Doutor Angélico [S. Tomás de Aquino], só pode favorecer este projeto, para que se caracterize pela coragem da verdade, a liberdade de espírito e a honestidade intelectual», aponta Francisco.


 

Rui Jorge Martins
Imagem: S. João Paulo II | D.R.
Publicado em 19.05.2020

 

 
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