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Para melhor conhecer o Islão: Os cinco Mandamentos

Imagem © ETC/Fotolia

Para melhor conhecer o Islão: Os cinco Mandamentos

Neste texto apresentam-se os cinco Mandamentos que todo o muçulmano deve acreditar e praticar.

 

"Ash-Shahadah"

À letra, o «testemunho»; é a afirmação da sua fé pronunciando o princípio base da religião muçulmana: «Não há nenhum deus senão "Allah", e Maomé é o seu Profeta». A recitação sincera deste credo é a primeira atitude necessária para se abraçar o Islão. É, ainda, a frase presente na bandeira da Arábia Saudita.

Trata-se da seguinte recitação:

- "Ach-Hadu An Lailáha Il Lal Laha" (presto juramento de que não há outra divindade além de "Allah");
- "Wa ach-hadu ana Mohamadane Abduhu wa Raçuluhu" (presto juramento de que Muhammad é servo e mensageiro de "Allah").

 

"As-Salah"

Todo o muçulmano deve orar cinco vezes por dia. A oração, feita em comunidade, em grupo numa mesquita, ou individualmente, deve ser feita na direção da Caaba.

Oração da Manhã ("Salatul-Fajr"): feita no período entre a aurora ou raiar do dia e, o mais tardar, até ao nascer do sol.

Oração do Meio do Dia ("Salatul-Zohor"): feita a partir do meio-dia solar (quando o sol está no zénite) até à hora da oração seguinte. À sexta-feira, esta oração é feita em congregação na mesquita ou no lugar de culto onde esteja reunido um mínimo de crentes (normalmente fixado em quatro), e liderados por um imã (sacerdote) ou alguém que saiba e possa liderar a oração, que é precedida de um sermão ("khutbah").

Oração do Meio da Tarde ("Salatul-Açar"): feita no meio do percurso solar entre a oração anterior e a hora do pôr do sol.

Oração a Seguir ao Pôr do Sol ("Salatul-Maghrib").

Oração da Noite ("Salatul-Ixá"): normalmente feita cerca de hora e meia depois da oração anterior, podendo realizar-se antes da aurora da manhã seguinte.

Cita-se do Alcorão: «... e glorifica o louvor do teu Senhor antes do nascer do sol e antes do seu ocaso e durante certas horas da noite. Glorifica o teu Senhor nos dois extremos do dia e ficarás satisfeito com a sua recompensa» (20:130).

 

"As-Siyam"

O jejum que todo o muçulmano, em plena condição física, deve fazer durante o Ramadão. No nono mês do calendário islâmico, todos os muçulmanos devem praticar o jejum, ou seja, abster-se de ingerir alimentos, sólidos ou líquidos (inclusivamente água), abster-se de fumar ou ter relações sexuais, entre a aurora e o pôr do sol, entre as orações de "Fajr" e "Maghrib", e mesmo tomar qualquer tipo de medicação, quer por via oral, quer por via intravenosa.

Estão isentos os muçulmanos doentes, as crianças até aos 12 anos e as mulheres que se encontrem grávidas ou durante o período da menstruação.

Durante o mês de jejum, também considerado o mês do perdão, da oração e da caridade, os muçulmanos devem passar grande parte do seu tempo em oração e recitação do Alcorão e intensificar a prática da caridade e das boas ações.

O jejum é um exercício de autodisciplina e aperfeiçoamento espiritual que permite ao muçulmano uma maior aproximação a Deus.

Citam-se do Alcorão: «Vós que acreditais! O Jejum é-vos preceituado, como foi preceituado aos que vieram antes de vós, para que aprendeis a conter-vos» (2:183); «Jejuareis durante um número fixo de dias...» (2:184).

 

"Az-Zakat"

Para além da caridade voluntária, que o muçulmano pode e deve praticar durante todo o ano, de acordo com a sua consciência e posses, é obrigado a oferecer 2,5% dos seus rendimentos (após retirar o necessário para o seu sustento e da sua família) para distribuição pelos pobres e necessitados.

Citam-se do Alcorão: «Esse é o Livro que, sem dúvida, contém a orientação para os que são tementes a Deus» (2:2); «Aqueles que creem no Invisível, cumprem com as orações e que distribuem o que Nós lhe concedemos para o seu sustento» (2:3); «E aqueles que permanecem pacientes, procurando agradar ao seu Senhor, cumprem com a oração, distribuem o que Nós lhe concedemos, anónima ou publicamente, e combatem o mal com o bem, esses terão um final feliz» (13:22).

 

"Al Hajj"

Todo o muçulmano que para o efeito tenha recursos financeiros e saúde física e mental, deverá, obrigatoriamente e pelo menos uma vez na vida, ir em peregrinação a Meca e visitar Medina e os outros lugares santos (Mina e o monte Arafat), no último mês do calendário islâmico, "Zil Hajj".

Durante cinco dias, dois a três milhões de muçulmanos de todo o mundo encontram-se em Meca para se dedicarem inteiramente às orações diárias em louvor de Deus, que, para os muçulmanos, o Profeta Abraão reconhecendo como sendo Um só, Uno e Indivisível, Invisível, Omnisciente, Omnipotente, Omniouvinte e Omnipresente, e numa súplica conjunta pedir a Deus que aceite o seu arrependimento e lhes conceda o Seu Misericordioso Perdão, no Dia do Juízo Final.

Basicamente, a peregrinação a Meca celebra o Sacrifício do Patriarca Abraão, que, em sinal de obediência e total submissão à vontade de Deus, se dispôs a sacrificar o que mais amava, o seu único filho, Ismael, que Deus lhe concedeu na velhice. Pai e filho resistiram a todas as tentações que lhes foram impostas pelo demónio, demonstrando que, para eles, nada era mais importante que o seu AMOR A DEUS, sem o qual não seriam capazes de viver.

Cita-se do Alcorão: «E proclamai a Peregrinação aos Homens...» (22:27).

 

In "Religiões - História, textos, tradições", ed. Paulinas
Publicado em 24.11.2015

 

 
Imagem © ETC/Fotolia
Todo o muçulmano deve orar cinco vezes por dia. A oração, feita em comunidade, em grupo numa mesquita, ou individualmente, deve ser feita na direção da Caaba
Durante o mês de jejum, também considerado o mês do perdão, da oração e da caridade, os muçulmanos devem passar grande parte do seu tempo em oração e recitação do Alcorão e intensificar a prática da caridade e das boas ações
Para além da caridade voluntária, que o muçulmano pode e deve praticar durante todo o ano, de acordo com a sua consciência e posses, é obrigado a oferecer 2,5% dos seus rendimentos (após retirar o necessário para o seu sustento e da sua família) para distribuição pelos pobres e necessitados
Basicamente, a peregrinação a Meca celebra o Sacrifício do Patriarca Abraão, que, em sinal de obediência e total submissão à vontade de Deus, se dispôs a sacrificar o que mais amava, o seu único filho, Ismael, que Deus lhe concedeu na velhice
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