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Pastoral da Cultura em Portugal

Mais do que arte, a cultura é aproximação às alegrias e dramas do ser humano

Falar da cultura hoje implica uma reflexão que ultrapassa os âmbitos artísticos e se abeira “daquilo que move a vida dos nossos contemporâneos, daquilo que os apaixona e daquilo que os magoa, falar no fundo do horizonte antropológico em que nos inscrevemos”.

Em entrevista à Ecclesia, o director do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, Pe. José Tolentino Mendonça, falou da 6.ª Jornada da Pastoral da Cultura e dos caminhos que a Igreja pretende percorrer depois do impacto provocado pela visita de Bento XVI a Portugal.

Os bispos de Portugal estão actualmente a estudar um modelo pastoral de conjunto onde "a cultura ganha um espaço prioritário na acção e na atenção da Igreja".

Esta atenção "reflecte o trabalho que foi sendo feito até este momento, por vários interlocutores" e também "uma visão da Igreja no seu conjunto, bem como aquele élan do Espírito que foi o encontro do Papa com o mundo da cultura", em Lisboa.

No entender do responsável, criou-se uma espécie de pacto de silêncio" entre a Igreja e a Cultura que se tornou insustentável, porque nos conduz a um afastamento progressivo da própria realidade".

Este distanciamento é perceptível pelo recurso, por parte da Igreja, a "conjunto de representações" que hoje "já não tocam" e nem sequer são "perceptíveis".

Para se fazer entender e ouvir, a Igreja deve acolher "as novas linguagens" e " criar uma cultura de hospitalidade": "Não tem de haver uma coincidência total com o que é o ideário e a experiência da Igreja para poder existir diálogo, porque este supõe o caminho, a progressividade, a diferença".

O P. José Tolentino Mendonça sublinha que a lentidão com que a Pastoral da Cultura tem avançado "tão lentamente" na Igreja portuguesa se deve ao facto de ela "desconfortável".

"Desconfortável porque nos obriga a sair de nós mesmos, a pensar nos que não estão, nos que não fazem parte. Obriga muitas vezes a estar em silêncio e escutar. No fundo, a criar uma cultura de atenção e de acolhimento, que nem sempre existe na pressa, nos agendamentos, na urgência daquilo que temos para fazer, esquecendo aquilo e aqueles que temos diante dos olhos."

 

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Vídeo: Ecclesia
23.06.10




















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