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Papa Francisco pede perdão, diálogo e reconciliação na vigília de oração pela paz na Síria e no mundo

O papa Francisco pediu o perdão, o diálogo e a reconciliação durante a intervenção que proferiu na vigília de oração pela paz na Síria e no mundo, que decorre no Vaticano este sábado, até à meia-noite.

«Quando o homem pensa apenas em si próprio, nos próprios interesses e se põe no centro, quando se deixa fascinar pelos ídolos do domínio e do poder, quando se coloca no lugar de Deus, então rompe todas as relações, destrói tudo, e abre a porta à violência, à indiferença ao conflito», vincou.

Perante milhares de pessoas presentes na Praça de S. Pedro, o papa afirmou que quando o homem «destrói a harmonia com a criação», «o irmão a proteger e a amar torna-se o adversário a combater, a suprimir».

«Em toda a violência e em todas as guerras, fazemos renascer Caim. Todos nós! E ainda hoje continuamos esta história de confronto entre irmãos, ainda hoje levantamos a mão contra quem é nosso irmão», apontou Francisco, referindo-se ao primeiro livro da Bíblia, o Génesis, que narra o homicídio de Abel por parte de Caim.

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Alguns excertos da intervenção:

«O mundo de Deus é um mundo em que cada um se sente responsável pelo outro, pelo bem do outro. Esta noite, na reflexão, no jejum, na oração, cada um de nós, todos, pensemos no profundo de nós mesmos: não será este, talvez, o mundo que eu desejo? Não será este, talvez, o mundo que todos trazemos no coração? O mundo que queremos não será, talvez, um mundo de harmonia e de paz, em nós mesmos, nas relações com os outros, nas famílias, nas cidades, nas nações e entre elas? E a verdadeira liberdade na escolha do caminho a percorrer neste mundo não será, talvez, apenas aquela que está orientada para o bem de todos e orientada pelo amor?»

«Aperfeiçoámos as nossas armas, a nossa consciência adormeceu, tornámos mais subtis as nossas razões para nos justificarmos. Como se fosse uma coisa normal, continuamos a semear destruição, dor, morte. A violência, a guerra só trazem morte, falam da morte. A violência e a guerra têm a linguagem da morte.»

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«É possível percorrer outro caminho? Podemos sair desta espiral de dor e morte? Podemos aprender novamente a caminhar e a percorrer os caminhos da paz? (...) Sim, é possível para todos! Esta noite gostaria que de todos os cantos da terra nós gritássemos: Sim, é possível para todos! Na verdade, gostaria que cada um de nós, desde o mais pequeno ao maior, até aqueles que são chamados a governar as nações, respondessem: Sim, queremos.»

«Como gostaria que, por um momento, todos os homens e as mulheres de boa vontade olhassem para a cruz. Nela pode ler-se a resposta de Deus. Nela, à violência não se respondeu com a violência, à morte não se respondeu com a linguagem da morte. No silêncio da Cruz cala-se o fragor das armas e fala a linguagem da reconciliação, do perdão, do diálogo, da paz. Gostaria de pedir ao Senhor, esta noite, que nós, cristãos, os irmãos das outras religiões, cada homem e mulher de boa vontade, gritasse com força: a violência e a guerra nunca são o caminho da paz.»

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«Que cada um se anime a olhar para o interior profundo da própria consciência e escute aquela palavra que diz: sai dos teus interesses que atrofiam o coração, supera a indiferença para com o outro que torna o coração insensível, vence as tuas razões de morte e abre-te ao diálogo, à reconciliação.»

«Olha para a dor do teu irmão... penso nas crianças... e não acrescentes mais dor, fecha a tua mão, reconstrói a harmonia que se rompeu; faz isto não com o confronto, mas com o encontro. Termine o rumor das armas! A guerra marca sempre o fracasso da paz, é sempre uma derrota da humanidade. Ressoam uma vez mais as palavras de Paulo VI: "Nunca mais uns contra os outros, não mais, nunca... nunca mais a guerra, nunca mais a guerra"»

«A paz só se afirma com a paz.»

«Perdão, diálogo, reconciliação são as palavras de paz: na amada nação síria, no Médio Oriente, em todo o mundo! Rezemos pela reconciliação e pela paz, trabalhemos pela reconciliação e pela paz, trabalhemos pela reconciliação e pela paz, e tornemo-nos todos, em todos os ambientes, homens e mulheres de reconciliação e de paz. Que assim seja.»

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Nota: Tradução não oficial.

 

Fonte: Rádio Vaticano
Edição: Rui Jorge Martins
© SNPC | 07.09.13

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FotoPapa Francisco
Vigília de oração pela paz
Vaticano, 7.9.2013

 

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