Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura - Logótipo
secretariado nacional da
pastoral da cultura
Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura - Logótipo
secretariado nacional da
pastoral da cultura

Presidente da Ordem dos Arquitetos salienta que Nuno Teotónio Pereira procurou equilibrar mensagem da Igreja, profissão e política

O presidente da Ordem dos Arquitetos, João Belo Rodeia, considera que Nuno Teotónio Pereira «procurou um ponto de equilíbrio entre a mensagem da Igreja, a arquitetura a e a atividade política».

Nuno Teotónio Pereira recebeu esta quarta-feira o Prémio Árvore da Vida – Padre Manuel Antunes, atribuído anualmente pela Igreja Católica para distinguir a relação entre fé e cultura, numa sessão realizada na sala de conferências da igreja do Sagrado Coração de Jesus (1970), em Lisboa, monumento nacional de que foi coautor.

«É um prémio muito merecido por tudo quanto Nuno Teotónio Pereira representa em termos da sua participação cívica como arquiteto, pelas obras que produziu, pelas igrejas que construiu», afirmou em declarações ao Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura.

A distinção «reconhece um percurso profissional e cívico invulgar em Portugal», realçou João Belo Rodeia, que com a presença na sessão quis exprimir a sua «satisfação» pelo prémio, em nome da Ordem dos Arquitetos.

A obra de Nuno Teotónio Pereira «sempre foi uma referência fundamental para a arquitetura portuguesa da segunda metade do século XX, não só pelas igrejas mas também pela habitação social», frisou.

As palavras que proferiu após receber o prémio, ao referir-se ao desemprego enfrentado pelos arquitetos, «expressam bem a sua atenção ao mundo em que vive», observou.

«Nuno Teotónio Pereira é para nós uma inspiração porque nunca perdeu o pé nos momentos de maior dificuldade e soube sempre estar à frente de muitos dos seus colegas, procurando criar melhores condições para o exercício da sua profissão», apontou.

O seu trabalho preocupou-se em dar uma «função social» e um «sentido de missão de serviço» à arquitetura, «nunca esquecendo o objetivo fundamental de tentar construir um mundo melhor», disse.

A cerimónia, a que assistiram cerca de 100 pessoas, contou com a presença dos bispos que compõem a Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais: D. Pio Alves (presidente), D. João Lavrador e D. Nuno Brás (vogais).


 

Rui Jorge Martins
Publicado em 12.07.2012 | Atualizado (mudança de grafismo da página) em 08.07.2025

 

 
Relacionados
Destaque
Pastoral da Cultura
Igreja e Cultura
Vemos, ouvimos e lemos
Perspetivas
Impressão digital
Paisagens
Prémio Árvore da Vida
Vídeos