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Quem anda à procura dos defeitos alheios não é bom colaborador de Deus, diz papa

«Não colabora bem com Deus quem se põe à caça dos limites e dos defeitos dos outros, mas quem, antes, sabe reconhecer o bem que cresce silenciosamente no campo da Igreja e da história», declarou hoje o papa.

As palavras de Francisco foram proferidas antes da oração do Angelus, no Vaticano, a propósito da leitura do Evangelho proclamada nas missas deste domingo, em que Jesus apresenta a parábola do trigo e do joio (Mateus 13,24-43).

«Pode ler-se nesta parábola uma visão da história. Junto de Deus – o dono do campo – que espalha sempre e só boa semente, há um adversário, que espalha o joio para obstaculizar o crescimento do trigo. O dono age abertamente, à luz do sol, e o seu propósito é uma boa colheira; o outro, ao contrário, aproveita-se da escuridão da noite e age por inveja, por hostilidade, para arruinar tudo», observou.

O semeador de cizânia «tem um nome, é o diabo», que visa «estorvar a obra da salvação; bem e mal crescem juntos, mas não são conceitos «em abstrato», mas os «seres humanos», que podem seguir ou «Deus ou o diabo».

O mal, vincou Francisco, deve ser «rejeitado», mas os maus «são pessoas com quem é preciso ter paciência», que não é sinónimo de «tolerância hipócrita que oculta ambiguidade, mas de justiça mitigada pela misericórdia».

«Se Jesus veio procurar os pecadores mais do que os justos, para curar os doentes ainda antes do que os sãos, também a ação nossa, seus discípulos, deve ser direcionada não para suprimir os malvados, mas para os salvar», apontou.

A seguir à oração mariana do Angelus, proferida ao meio-dia do Vaticano, o papa reiterou a proximidade com as pessoas que sofrem as consequências da pandemia, no plano físico como no económico, pediu paz e assistência humanitária para todos os conflitos, e mencionou as tensões militares entre a Arménia e o Azerbaijão.









 

Rui Jorge Martins
Fonte: Sala de Imprensa da Santa Sé
Imagem: Oleg Troino/Bigstock.com
Publicado em 19.07.2020

 

 
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