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Leitura: "Santuários de Portugal - Caminhos de fé"

Imagem Capa (det.) | D.R.

Leitura: "Santuários de Portugal - Caminhos de fé"

A apresentação de conteúdos de ordem cultural, religiosa e histórica é um dos objetivos da obra "Santuários de Portugal - Caminhos de fé", recentemente lançado pela Paulinas Editora, a obra propõe sobre

O volume oferece também informação sobre percursos, imagética, arquitetura e tradições de cada lugar, além de «indicações indispensáveis para qualquer peregrino», como datas festivas e romarias.

«O trabalho inicial assentou em 245 locais de culto, cuja piedade popular designa como santuários. Porém, a Associação dos Reitores dos Santuários de Portugal, de acordo com a consulta efetuada junto de cada uma das 20 dioceses de Portugal, informou que, dos 245 locais de culto, só 161 são considerados santuários. São estes que se dão a conhecer nesta obra», explica a autora, Maria do Rosário Barardo, nas páginas iniciais.

O livro foi concebido segundo uma metodologia comum para todos os santuários, «quer se assumam como conjuntos monumentais, quer como igrejas ou ermidas – todos eles lugares de manifestação de fé e devoção, que sintetizam uma geografia física, social e cultural, que se manteve e complementou ao longo dos anos».

«Moveu-nos a intenção de dar a conhecer este Património Religioso, na sua autenticidade – as tradições religiosas, os testemunhos da história, a importância da sua monumentalidade e a singularidade do seu património arquitetónico e das obras de arte. As seculares peregrinações e todo um conjunto de manifestações da piedade popular, que representam a matriz de um património comum, como fonte de uma secular cultura de comunidades cristãs, na sua autenticidade e significado original, são uma das mensagens da História dos Santuários», assinala Maria do Rosário Barardo.

O bispo D. Carlos Azevedo, por seu lado, começa por vincar que «a identidade cristã não se constrói em relação a lugares sacros, como sítios de encontro do ser humano com Deus», pelo que «o sentido do templo foi transferido para a pessoa e para a obra de Cristo, e o encontro situa-se na pessoa do cristão e na existência da comunidade cristã».

Todavia, prossegue o delegado do Pontifício Conselho da Cultura, «a relação de cada pessoa com o espaço e com a criação» é «uma constante da antropologia, impossível de prescindir». Neste sentido, «todas as pessoas guardam na memória lugares marcantes da sua história pessoal. Também a história da fé assume estas referências geográficas. Há lugares com alto valor e significado simbólico. Mantêm-se vivos na memória histórica por serem espaços onde aconteceram eventos decisivos na história da fé de uma comunidade».

Os santuários esforçam-se «por criar condições favoráveis para que os peregrinos se encontrem com Deus, ou pelo menos respirem a sua presença, se sintam interpelados para a abertura ao transcendente», assinala o Presidente do Conselho Permanente da Associação dos Reitores dos Santuários de Portugal.

«Entra-se no santuário para agradecer, louvar, suplicar, por isso, são também uma verdadeira escola de oração. Deste modo, devem educar para a Ação de Graças, incutindo no peregrino o espírito de reconciliação, de contemplação e de paz, recordando o que Deus disse a respeito da sua casa: "A minha casa é casa de oração". Nesta perspetiva, testemunham que a vida não é fuga, mas louvor e alegria pelos dons recebidos. Educar para a dimensão contemplativa da vida, é assim a sua dimensão mais profunda».

Estes espaços, continua o P. Sezinando Alberto, recordam também «que Deus, ao tornar-se solidário com o nosso sofrimento, impele-nos à solidariedade e à partilha com os irmãos».

«Na dimensão profética fazem apelo à contínua conversão e renovação, pois ao recordarem que não fomos criados para viver e morrer, mas para viver e vencer a morte, o cristão é chamado à mudança de vida, para poder desde já viver aquilo que o espera. Recordando-nos assim a nossa dimensão de provisório», realça.

O responsável recorda também que «os santuários são lugares de cultura. Em muitos casos são já em si mesmos um bem cultural. Não descurando o que lhes é específico, de modo a que a dimensão cultural não se sobreponha à cultual, muitos promovem eventos culturais que têm em vista a divulgação quer dos valores da Fé, quer da reflexão cristã acerca das realidades da vida».

Apresentamos, seguidamente, algumas das páginas do volume, incluindo um santuário por cada diocese de Portugal.

 

ImagemIn "Santuários de Portugal" | D.R.

 

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Edição: Rui Jorge Martins
Publicado em 25.05.2015

 

Título: Santuários de Portugal - Caminhos de fé
Autora: Maria do Rosário Barardo
Editora: Paulinas
Páginas: 686
Preço: 60,00 €
ISBN: 978-989-673-451-0

 

 
Imagem D.R.
As seculares peregrinações e todo um conjunto de manifestações da piedade popular, que representam a matriz de um património comum, como fonte de uma secular cultura de comunidades cristãs, na sua autenticidade e significado original, são uma das mensagens da História dos Santuários
Há lugares com alto valor e significado simbólico. Mantêm-se vivos na memória histórica por serem espaços onde aconteceram eventos decisivos na história da fé de uma comunidade
Os santuários são lugares de cultura. Em muitos casos são já em si mesmos um bem cultural. Não descurando o que lhes é específico, de modo a que a dimensão cultural não se sobreponha à cultual, muitos promovem eventos culturais que têm em vista a divulgação quer dos valores da Fé, quer da reflexão cristã acerca das realidades da vida
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