
Arte religiosa em diálogo com o profano
Inaugurado em Setembro, o moderno edifício do Museu Kolumba, do Arcebispado de Colónia, apresenta obras de arte religiosa misturadas com criações contemporâneas.
“Ecce Homo” - escultura em madeira de Cristo flagelado, coroado de espinhos. Atrás, uma cruz em vermelho brilhante destaca-se sobre o fundo negro de uma tela de Andy Warhol. A «pop art» em contraste com uma obra do século XV, em puro gótico.
Conjugar as criações contemporâneas com a arte religiosa clássica foi o desejo do Arcebispo de Colónia e do conservador do Museu Kolumba. Fundado em 1853, o museu localizou-se, até Abril, em frente à Catedral. Mas a exiguidade do espaço face à riqueza e ao número de peças da colecção ditou a mudança de instalações para as ruínas da Igreja de S. Kolumba, templo do século X que havia sido praticamente destruído durante a II Guerra Mundial. O projecto escolhido, entre 160, para projectar o novo museu teve de conservar um dos pilares que ainda se mantinha de pé, respeitar o espólio arqueológico – veio a descobrir-se que sob a antiga igreja tinha sido construído um edifício cristão que remontava ao Império Romano – e integrar a Capela da Virgem Entre as Ruínas, concebida em 1949 para abrigar uma escultura de Nossa Senhora miraculosamente poupada pelos bombardeamentos. Também aqui o arquitecto Peter Zumthor procurou o diálogo com a tradição.
Apesar do plano da igreja ter sido respeitado - foram inclusivamente aproveitadas as paredes que ficaram de pé - os novos espaços museológicos nada têm a ver com a arquitectura do transepto, coro e capela. A deambulação pelas 17 salas, diferentes na dimensão, luz e penumbra, convida à meditação. É neste ambiente que o visitante é convidado a reflectir na relação que nasce da justaposição de obras religiosas e profanas.
Este diálogo entre épocas e estilos não será estranho a quem visitou a Catedral de Colónia, enriquecida no passado Outono com um vitral criado pelo artista alemão Gerhard Richter. Ao lado das tradicionais representações figurativas do século XIX, onze mil e quinhentos quadrados em vidro, 72 cores e 20 metros de altura substituíram definitivamente o vitral da janela sul, destruído durante a guerra.
O Museu







A colecção







Conheça o «site» do museu (em Inglês).
Conheça o vitral que Gerhard Richter concebeu para a Catedral de Colónia
La Croix | Spiegel | SNPC
© SNPC: Tradução | Publicado em 31.12.2007
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