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8.ª Jornada da Pastoral da Cultura

Alegria e esperança para além do efémero

O presidente da Comissão Episcopal responsável pelo setor da Cultura defendeu esta sexta-feira em Fátima a necessidade de que a alegria e a esperança sejam manifestações de «algo mais profundo» e não apenas vivências «transitórias».

«O que é fundamental recuperar ou não perder é esse mar de fundo», disse D. Pio Alves, no encerramento da 8.ª Jornada da Pastoral da Cultura, sobre o tema “Há uma alegria e uma esperança para nós - O diálogo com a cultura no espírito do Concílio”.

Referindo-se à “Gaudium et spes” [(GS) Alegria e esperança, em português], constituição aprovada no Concílio Vaticano II (1962-1965) e sobre a qual se baseou o encontro, o bispo auxiliar do Porto considerou «sintomática» a escolha de palavras para o início do texto.

Autor de várias obras sobre a vida das comunidades cristãs nos primeiros séculos do cristianismo, D. Pio Alves destacou os autores da primeira década do século II, que falavam «da alegria e da esperança como espelho da serenidade que os invadia».

No último painel do dia, a maestrina Joana Carneiro identificou «sinais de esperança» na criação musical e destacou o facto de haver obras que «sobrevivem» ao tempo, oferecendo uma «noção de eternidade».

FotoNuno Carinhas, D. Pio Alves, Paulo Rocha, Joana Carneiro e Duarte Goes no arranque do segundo painel da Jornada

«Através das coisas visíveis o homem chega às coisas invisíveis», referiu, falando na «alegria imaterial”, uma esperança e alegria «fáceis de transmitir» numa prática diária dedicada à criação e à beleza.

«O artista tem aqui um papel fundamental de criar beleza, promovendo-a», acrescentou a maestrina, que integra o grupo “Sociedade e Política” do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura (SNPC).

Duarte Goes, do mesmo grupo, falou da esperança como uma «matriz» da existência, sublinhando a confiança e a «certeza» que, do seu ponto de vista, marcam a perspetiva cristã: «Este é o momento em que podemos fazer a diferença».

FotoDaniela Vieitas

O encenador Nuno Carinhas falou da experiência «marcante» da receção do Concílio Vaticano II na paróquia de Santa Maria de Belém, no Patriarcado de Lisboa.

Para o atual diretor artístico do Teatro Nacional São João (Porto), há na arte uma «mobilidade no tempo» que «confere memória».

O encontro terminou com um momento artístico protagonizado por Daniela Vieitas, a partir de uma experiência de solidariedade e encontro de culturas em África.

 

Octávio Carmo
In Agência Ecclesia
Com SNPC
Fotos: SNPC
24.06.12

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