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Revelados os vencedores do Prémio Revelação Artística D. Benta de Aguiar

Foram conhecidos no passado dia 7 de Junho os vencedores do Prémio Revelação Artística D. Benta de Aguiar (PRADBA 2007), numa cerimónia que decorreu em pleno Mosteiro de Cós, no concelho de Alcobaça.

Num concurso em que competiam trabalhos das áreas das artes e das letras, obrigatoriamente debruçados sobre o património natural e cultural da freguesia onde se insere o monumento cisterciense, foi numa escultura que recaiu a preferência do júri. O alcobacense José Ribeiro Antunes (1961) viu a sua “Oração” ser distinguida com um prémio de 1.500 euros.

Num concurso em que o júri optou pela não atribuição do segundo prémio, foi também um trabalho de escultura que venceu o terceiro prémio PRADBA 2007. “Mosteiro de Cós e Um Rio”, de Paulo Ascenso Mateus (1965), composição artística que combina não só arte e tecnologia mas também ecologia, reaproveitando de forma cuidada materiais residuais que vão desde os vulgares desperdícios de cabos eléctricos até às coloridas placas electrónicas avariadas, resultando num efeito de grande riqueza cromática”.

Duas menções honrosas foram ainda atribuídas ao vídeo “Redescobrir Cós”, de André Mesquita Valverde (residente em Alcobaça) e à pintura “Homo Credens”, de Ricardo António Campos (da vila de Monção, Viana do Castelo).

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Escultura vencedora

Para Raquel Romão, mentora do Bazar das Monjas de Cós e uma das responsáveis pela criação do prémio, “as paredes deste Mosteiro (Cós) são sagradas. Sagradas no sentido em que transpiram delas vozes e cantos ainda em grande parte por decifrar, e que nos remetem a épocas de antanho como a da abadessa D. Benta de Aguiar. É preciso pois que saibamos ouvir essas pedras”. Por isso, manifesta uma imensa alegria pelo interesse mostrado por concorrentes vindos de diversos pontos do país e do estrangeiro, que revelaram um “verdadeiro esforço por tentarem conhecer melhor a nossa freguesia, descobrindo-a pelos seus próprios olhos”.

Agora é possível ver na Galeria Adega, em Cós, a exposição onde estarão reunidos os 35 trabalhos apurados para o PRADBA 2007. Quanto à continuidade do PRADBA, Raquel Romão refere que “há possibilidades de caminhar para uma segunda edição, porventura com alguns ajustamentos em relação às modalidades postas a concurso”.

Sobressai na história do Mosteiro de Santa Maria de Cós o período fulgente de 1530 a 1578, durante o qual as monjas foram governadas por Dona Benta de Aguiar. Mulher austera, descendente de famílias “antigas e luzidas” com solar em São Paio da Pousada, nas proximidades de Braga, foi nomeada abadessa por mandado de D. João III com apenas vinte e sete anos de idade. Como sustentam os historiadores, D. Benta de Aguiar representa o tipo de monja integrada nos padrões da piedade e da mística conventuais próprios do catolicismo da segunda metade do século XVI. Tal como Teresa de Ávila (1515-1582), também Benta de Aguiar se entregava a frequentes jejuns e outras penitências, cumprindo zelosamente todos os rituais associados à vida conventual.

Foi em 1834 que saíram as últimas monjas do Mosteiro de Cós, famintas e abandonadas à sua sorte, em direcção a Odivelas. Decretada a exclaustração, iniciava-se um longo processo de abandono, destruição e ocupação do edifício.

Mais informações sobre o PRADBA podem ser consultadas no blogue do Bazar das Monjas de Coz

in Oeste Online | Blogue das Monjas de Coz | Blogue PRADBA 2007 | rm

26.06.2008

 

 

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Troféu «PRADBA»










































































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