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Música

Igreja Católica evoca Marcos Portugal com estreia moderna do "Te Deum"

O Festival Terras Sem Sombra, organizado pela Igreja Católica em parceria com entidades públicas e particulares, apresenta no sábado a estreia moderna do “Te Deum” de Marcos Portugal, compositor nascido em Lisboa há 250 anos.

O Coro da Universidade de Aveiro e a Orquestra Filarmonia das Beiras, sob a direção de António Vassalo Lourenço, vão interpretar na igreja matriz de Almodôvar, 200 km a sul de Lisboa, o “Te Deum laudamus a quatro voci com piena orchestra”, composto em 1802.

A obra, que «resultou de uma encomenda da Casa Real para o batismo do infante D. Miguel», era originalmente um hino cantado em dias solenes do calendário religioso, passando depois a ser usada também nas celebrações litúrgicas de ação de graças, explica uma nota enviada ao Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura.

O diretor do Departamento do Património da Diocese de Beja, responsável pelo Festival Terras Sem Sombra, considera que Marcos Portugal (1762-1830) «é o mais famoso compositor português», tendo as suas óperas rivalizado «nos palcos internacionais, em inícios do século XIX, com as de Rossini e Mozart».

FotoIgreja matriz de Almodovar

O concerto, marcado para as 21h30, inclui a execução do “Requiem em Sol menor” do italiano Domenico Cimarosa (1749-1801), autor que apresenta «muitos pontos de contacto» com Marcos Portugal, havendo notícia de que as peças de ambos «foram frequentemente intercaladas nos teatros da época».

O italiano Paolo Pinamonti, diretor artístico do festival de música sacra do Baixo Alentejo, considera que o concerto é «extremamente simbólico» por aliar «a exaltação de um dos mais famosos compositores portugueses de todos os tempos» à «interpretação de atuais e promissores agrupamentos e intérpretes nacionais, numa perfeita união do passado ao presente».

FotoO saramugo faz parte do Livro Vermelho das Espécies em Risco de Extinção. (Alfredo Rocha)

A salvaguarda da biodiversidade, que complementa os concertos, vai ser assinalada com uma iniciativa na bacia do rio Guadiana que visa monitorizar espécies de peixes em risco, «como o saramugo, hoje mais raro e ameaçado do que o lince ou o panda», e a recolha de espécies exóticas.

A ação, que envolve músicos, espectadores e população local no domingo, às 10h30, na Ribeira do Vascão, vai também dar atenção às «plantas aromáticas e medicinais, um extraordinário potencial da vegetação autóctone, sustentáculo de diversificação empresarial e de emprego».

FotoRibeiro do Vascão

O Festival Terras Sem Sombra, criado em 2003, conta com o apoio da Pedra Angular (Associação dos Amigos do Património da Diocese de Beja), Turismo do Alentejo, Teatro Nacional de São Carlos, municípios, paróquias e misericórdias, além de empresas e famílias.

 

Rui Jorge Martins
In Agência Ecclesia / SNPC
11.04.12

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Marcos Portugal

 

 

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