Bento XVI
Basílica da Sagrada Família é «síntese admirável entre técnica, arte e fé»
Bento XVI recordou este domingo, em Barcelona, o «génio» de Antoni Gaudí e o «milagre arquitetónico da igreja da Sagrada Família, que foi dedicada (consagrada) a Deus e elevada ao grau de basílica.
Perante cerca de 50 mil pessoas que participaram na missa no exterior do templo, o Papa afirmou que obras como esta ajudam a «mostrar ao mundo o rosto de Deus, que é amor e o único que pode responder ao desejo de plenitude do homem».
O Papa falou da igreja de Barcelona, em construção há mais de 125 anos, como uma «síntese admirável entre técnica, arte e fé» e afirmou que a obra de Gaudí (1852-1926), cujo processo de beatificação está em curso, «mostra-nos que Deus é a verdadeira medida do homem».
«No coração do mundo, diante do olhar de Deus e dos homens, num humilde e gozoso ato de fé, levantámos uma imensa mole de matéria, fruto da natureza e de um incomensurável esforço de inteligência humana, construtora desta obra de arte», assinalou.
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«A beleza é a grande necessidade do homem, é a raiz da qual brota o tronco da nossa paz e os frutos da nossa esperança. A beleza é também reveladora de Deus porque, como Ele, a obra bela é pura gratuidade, convida à liberdade e arranca do egoísmo», referiu.
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A «grande tarefa» dos cristãos, segundo o Papa, consiste em «mostrar a todos que Deus é o Deus da paz e não da violência, da liberdade e não da coação, da concórdia e não da discórdia».
Bento XVI prepara-se para ungir o altar. Reuters Pictures
Na sua intervenção, Bento XVI qualificou Antoni Gaudí de «arquiteto genial e cristão consequente», com «a chama da sua fé ardendo até ao final da sua vida, vivida em dignidade e austeridade absoluta».
Bento XVI asperge o altar. Getty Images
O arquiteto catalão, acrescentou, cumpriu «uma das tarefas mais importantes de hoje, superar a cisão entre consciência humana e consciência cristã».
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A homilia incluiu a evocação dos trabalhadores do templo expiatório – assim denominado por ser construído apenas com donativos privados -, lembrando uma «longa história de sonhos, trabalho e generosidade».
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Segundo Bento XVI, a dedicação da basílica é de «grande significado», numa época em que «o homem pretende edificar a sua vida de costas para Deus, como se já não tivesse nada a dizer-lhe».
Bênção de um das portas da basílica. AP Photo
A eucaristia contou com a participação de 25 cardeais, bispos - incluindo D. Manuel Clemente, bispo do Porto - e padres, num total de 1100 membros do clero, a que se somam a 450 religiosos e religiosas e 800 cantores, além de autoridades políticas, com destaque para os reis de Espanha. Cinquenta mil pessoas acompanham a celebração no exterior do templo.
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O Papa deixou uma nota pessoal, confessando a sua “alegria” pelo facto de a basílica estar ligada à “figura de São José”, com quem partilha o nome (Joseph).
Rei D. Juan Carlos saúda Bento XVI. AP Photo
Bento XVI com o primeiro-ministro espanhol, José Luis Zapatero. AP Photo
Bento XVI recebe uma miniatura de si próprio no Instituto Social Nen Déu (Menino Deus). AP Photo
Despedida no aeroporto de Barcelona. Getty Images
Texto: Agência Ecclesia / SNPC
07.11.10

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Templo Expiatório da Sagrada Família, Barcelona: os primeiros anos [IMAGENS]
Templo Expiatório da Sagrada Família, Barcelona: cripta, abside e claustro [IMAGENS]
Templo Expiatório da Sagrada Família, Barcelona: Fachada do Nascimento [IMAGENS]
Templo Expiatório da Sagrada Família, Barcelona: Fachada da Paixão [IMAGENS]
Templo Expiatório da Sagrada Família, Barcelona: Fachada da Glória, torres e interior [IMAGENS]
A Paixão de Cristo segundo Subirachs [IMAGENS]






