Tradição e contemporaneidade
Vaticano anuncia concurso de composição de música sacra para aliar tradição e «linguagem de hoje»
O Conselho Pontifício da Cultura patrocinar um novo concurso internacional para a composição de uma obra de música sacra.
A iniciativa pretende pretende injetar «a seiva vital da linguagem de hoje» no património musical litúrgico da Igreja, explicou o presidente daquele organismo, cardeal Gianfranco Ravasi.
Compositores de todas as nacionalidades têm até 20 de julho para apresentar uma obra para coro, com ou sem órgão, num máximo de 15 minutos, baseada obrigatoriamente no texto do Credo Apostólico, refere a Rádio Vaticano.
«A verdadeira religiosidade, a verdadeira fé, pela sua natureza, supõe ininterruptamente esta capacidade de se tornar uma linguagem também contemporânea», sublinhou o prelado italiano.
O biblista frisa que a música deve aliar o passado e a atualidade: «Por um lado é preciso recuperar sempre a grande tradição, incluindo obras por vezes menores que no entanto têm uma extraordinária e surpreendente capacidade evocativa do Mistério».
«Por outro lado é preciso incessantemente retomar o diálogo tendo em conta que a música adotou efetivamente novas gramáticas», acrescentou.
A opção pelo Credo Apostólico, profissão de fé mais antiga do que o Credo Niceno-Constantinopolitano mas menos conhecido do que este, é motivada por razões ecuménicas, já que a sua fórmula é aceite pelos cristãos ortodoxos, permitindo que o concurso chegue a membros desta Igreja.
Os três finalistas exibir-se-ão a 14 de setembro na basílica de S. Pedro, em Perugia, Itália, e serão premiados pelo público e pela crítica, bem como por um júri de três diretores de coros, incluindo o responsável pela Cappella Sistina, coro pessoal do Papa, fr. Massimo Palombella.
A iniciativa, que também pretende enriquecer o “Ano da Fé”, a começar em outubro, é promovida em parceria com a Sagra Musicale Umbra - Fondazione Perugia Musica Classica.
Rui Jorge Martins
© SNPC |
11.03.12

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