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Luís Miguel Cintra conversa sobre as peças religiosas de Gil Vicente

A par da apresentação de “Miserere”, em cena no Teatro Nacional D. Maria II (Lisboa), Luís Miguel Cintra realiza duas sessões de conversa com o público nos dias 4 e 11 de Maio, às 19h00.

Os encontros versarão sobre o seu trabalho de encenador, tendo como ponto de partida a actividade desenvolvida na Cornucópia e os textos de Gil Vicente.

Para Luís Miguel Cintra, nos autos religiosos do autor português “estão alguns dos mais belos versos da dramaturgia e da literatura portuguesa. O ‘Auto da Alma’ [ - em que se baseia ‘Miserere’ - ] é disso o mais conhecido exemplo”.

“Foi durante anos, prossegue o encenador, uma das peças mais importantes do repertório nacional e fez até parte do programa oficial do ensino obrigatório. Não o temos, no entanto, sabido ler como merece, e tem sido encarado como um texto de interesse exclusivamente religioso.”

No primeiro encontro, agendado para 4 de Maio, Luís Miguel Cintra fala sobre o seu trabalho na Cornucópia: as escolhas de repertório, o texto, a dramaturgia, a direcção de actores, a colaboração com a cenógrafa Cristina Reis, o iluminador Daniel Worm e a encenadora francesa Christine Laurent, os músicos e a estrutura da companhia que dirige.

A 11 de Maio, a conversa conta também com a participação de Nuno Carinhas e José Camões, que vão falar sobre a encenação nos nossos dias das peças religiosas de Gil Vicente, a propósito de ‘Miserere’ e ‘Breve Sumário da História de Deus’.

As sessões, que têm entrada livre, são dirigidas a profissionais, docentes e alunos de Artes Cénicas, bem como ao público em geral.

 

© SNPC | 28.04.10

Foto
Luís Miguel Cintra

 

 

 

 

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