

O primeiro de dois encontros da iniciativa "Terraço em Diálogo" dedicados ao tema "A Arte transforma?" vai realizar-se no próximo dia 27 de março, sexta feira, entre as 18h00 e as 21h00 horas, em Lisboa.
A sessão inaugural deste ciclo conta com a presença de Lídia Jorge, escritora, Luís Filipe Rocha, cineasta, e Manuel San-Payo, pintor, enquanto que no segundo encontro, a 23 de abril, à mesma hora, intervêm Inês Gil, cineasta, João Madureira, compositor, e Jacinto Lucas Pires, escritor.
A interrogação que junta estes artistas é sugerida pelo tempo litúrgico da Quaresma, que a Igreja está a viver, já que a arte, pelo seu potencial transformador, implica um movimento de abertura ao futuro e ao novo.
A evocação do mistério pascal, que não decorre apenas do facto de se falar da vida e da morte, encontra-se, por exemplo, na pluralidade irredutível das representações para que uma obra de arte abre e, através das quais, ela nos salva da necessidade de designar sempre as coisas de uma forma rígida.
Também a tensão entre uma certa precariedade (dos materiais, das imagens, dos gestos) e a superabundância do real que convoca se salda num breve mas intenso instante de revelação. E aí, nisso que é a auto-transcendência da obra de arte, há já um mistério de transformação, de salvação.
Com o contributo de duas gerações de artistas, estes encontros pretendem ser mais uma oportunidade de, no Terraço, Centro do Graal em Lisboa, se continuar a cultivar o gosto da partilha e da busca coletiva de uma vida mais plena na abertura à beleza que, pelo próprio gesto criador de Deus, tomou e continua a tomar todas as coisas.
A inscrição para o primeiro encontro poderá ser feita pela internet até dia 25 de março. As sessões decorrem no Terraço (Rua Luciano Cordeiro, n.º 24, 6.ºA).
Helena Topa Valentim