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Papa Francisco: Beijar a cruz e agradecer

O «mistério desconcertante», o «mistério da grande humildade de Deus» patente na crucificação de Jesus, que se assinala especialmente na Sexta-feira Santa, constituiu o centro da intervenção do papa na audiência geral desta quarta-feira, no Vaticano.

A alocução de Francisco foi também marcada pela esperança na ressurreição e no que ela significa não só no fim da vida, mas como convicção que pode ajudar a olhar com uma perspetiva mais positiva para as dificuldades, por vezes extremas, do dia a dia.

«Esta semana meditemos muito na dor de Jesus e digamos a nós mesmos: “Isto é por mim. Ainda que eu fosse a única pessoa no mundo, Ele tê-lo-ia feito. Fê-lo por mim”. E beijemos o crucifixo e digamos: “Por mim. Obrigado Jesus. Por mim”», disse Francisco, citado pela Rádio Vaticano.

O beijo da cruz é um dos momentos previstos na celebração litúrgica que se realiza na Sexta-feira Santa.

É «quanto tudo parece perdido» que «intervém Deus com o poder da ressurreição», que «não é o final feliz de uma bela história, não é o “happy end” de um filme, mas é a intervenção de Deus Pai onde se quebra a esperança humana», apontou.

«No momento em que tudo parece perdido, no momento da dor e em que tantas pessoas sentem como a necessidade de descer da cruz, é o momento mais próximo da ressurreição. A noite torna-se mais escura precisamente antes de começar a manhã, antes de surgir a luz. No momento mais escuro intervém Deus. Ressuscita», acrescentou Francisco.

«Jesus, que escolheu passar por esta via, chama-nos a segui-lo no seu próprio caminho de humilhação. Quando em determinados momentos da vida não encontramos nenhuma via para sair das nossas dificuldades, quando mergulhamos na escuridão mais densa, é o momento da nossa humilhação e despojamento total, a hora em que experimentamos que somos frágeis e pecadores.»

«É precisamente aí, nesse momento, que não devemos mascarar o nosso malogro, mas abrirmo-nos, confiantes, à esperança em Deus, como fez Jesus, a quem a «traição» de Judas impôs «um preço» em dinheiro.

De improviso, Francisco afirmou: «Quando vemos sofrer as crianças, é uma ferida no coração. É o mistério do mal. E Jesus toma todo este mal, todo este sofrimento sobre si. Esta semana, far-nos-á bem a todos nós olhar para o crucifixo, beijar as chagas de Jesus, beijá-las no crucifixo. Ele tomou sobre si todo o sofrimento humano».

«Nós esperamos que Deus, na sua omnipotência, derrote a injustiça, o mal, o pecado e o sofrimento com uma vitória divina triunfante. Deus mostra-nos, porém, uma vitória humilde que humanamente parece uma derrota.»

É como «homem derrotado» que Jesus é crucificado, permitindo, com «absoluta liberdade», que o mal se abata sobre si «para o vencer», vincou Francisco, acrescentando que paixão e morte de Cristo «estava escrita».

 

Rui Jorge Martins
© SNPC | 16.04.14

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